Amdocs abrirá novo centro de desenvolvimento no Brasil até final de 2012

Empresa também anunciou solução de “casa conectada” e espera ver primeiros lançamentos comerciais de operadoras no 2º semestre
A Amdocs anunciou nesta quinta-feira (2) que planeja abrir um novo centro de desenvolvimento em São Carlos (SP), que deve começar suas operações até o final deste ano. A medida faz parte da estratégia de expansão dos negócios da companhia no país e na América Latina, que é atualmente atendida pelo centro da Amdocs na cidade de São Paulo.

“Estamos abrindo um novo centro de desenvolvimento e operações para dar apoio ao crescimento do mercado no Brasil”, afirmou Patrick McGrory, presidente de América Latina da empresa, especializada em soluções de TI para o setor de telecomunicações. No Brasil, ela atua como fornecedora para as principais operadoras do país, entre elas Claro e TIM.

A companhia, que comemora 30 anos este ano, também aproveitou a ocasião para lançar sua nova solução M2M (machine-to-machine) para a chamada connected home, ou casa conectada. Segundo o vice-presidente de Brasil da Amdocs, Nelson Wang, é a primeira plataforma de gerenciamento do mundo que integra os diferentes usos da tecnologia de conectar dispositivos dentro da casa, como entretenimento, segurança, automação e monitoramento de saúde e uso de energia.

“A solução está pronta e há negociações em andamento com operadoras no Brasil, e acredito que a partir do segundo semestre esse serviço já estará disponível para o consumidor brasileiro”, afirmou Edson Paiva, diretor de vendas da filial. Segundo ele, já começa a existir alguma demanda no país, onde incorporadoras já integram soluções de connected home durante a construção de novos imóveis residenciais.

A tecnologia connected home é uma das apostas da Amdocs para impulsionar a receita das teles com serviços baseados em dados, mas Wang lembra que é preciso investir em infraestrutura, para aumentar a capacidade das redes, além de otimizar os sistemas de gerenciamento das mesmas para permitir melhor eficiência no uso de capacidade. “Com o modelo de hoje, a operadora não vai ter como lidar com uma explosão de dados”, disse o executivo da empresa, que fornece para as operadoras software de atendimento, billing e gerenciamento, entre outros.

Um dos objetivos da companhia para crescer no país é justamente aproveitar o momento de consolidação do setor, com diversas operadoras pequenas sendo compradas e a fusão das operações de diferentes segmentos de um mesmo grupo, para vender suas soluções e otimizar os sistemas “obsoletos” das teles, de olho na “explosão de dados” que será criada com a realização da Copa do Mundo em 2014 e os Jogos Olímpicos em 2016. “Tem que tratar melhor o cliente, saber a demanda do cliente, ser eficiente e saber cobrar”, diz Wang, que acredita que será impossível fugir dos modelos de tarifação diferenciada para clientes que sejam heavy users de dados, por exemplo.

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