domingo, 27 de setembro de 2015

Mais um episódio de falta de respeito acontece no Recife

O que você achou? 
Consumidor da operadora Oi foi chamado de cafajeste em fatura telefônica. Relembre outros casos de ofensas por parte de funcionários aos clientes das empresas de telecomunicações.



O recifense Francisco Rodrigues de Oliveira foi mais uma vítima de desrespeito por parte de funcionários contratados por empresas de telefonia. Dessa vez, o autônomo recebeu a sua fatura de serviços da operadora Oi, que continha uma palavra depreciativa no lugar do seu sobrenome. Ao invés de Francisco Rodrigues de Oliveira, havia escrito "Francisco Rodrigues Cafageste" (sic).

A esposa do Francisco disse que chegou a conferir se os dados eram mesmo dele, ou se apenas se tratava de uma brincadeira de mal gosto feita por algum conhecido, mas realmente era a conta da operadora. Ela custou a acreditar que era um documento da empresa pois ainda havia um erro de escrita da palavra "cafajeste", escrita com g na fatura, ao invés de j.

Cliente da operadora há mais de 5 anos, Francisco disse que ficou bastante chateado com a forma que foi tratado, e já procurou advogados para buscar ressarcimento por danos morais junto à Oi.

A Oi - como toda empresa em casos assim - disse para a imprensa que vai apurar o caso e tomar as medidas que forem necessárias.

A reportagem do caso foi feita por uma emissora afiliada ao SBT no estado de Pernambuco. Assista:


Outros casos lamentáveis

Não é só na Oi que acontecem humilhações assim. De uns anos para cá, está cada vez mais comum encontrar casos de clientes que são humilhados verbalmente por empregados das empresas de telecomunicações. Parece que onde tem ser humano trabalhando, existe falta de respeito. Não precisamos ir muito longe para achar um caso de desrespeito como esse.

Há pouco mais de uma semana, também no Recife, dois empresários, gays, casados e donos de um estabelecimento comercial, foram surpreendidos após terem o nome da rede de internet Wi-Fi do local trocado para "Viadão". A mudança da rede foi feita por alguém que se achou melhor do que eles em algum aspecto da vida e quis extravasar: um técnico da operadora GVT, do grupo Telefônica Vivo, que havia visitado o casal para realizar reparos na linha de telefonia fixa e banda larga.

Voltando para a Oi, um outro cliente também chegou a ser xingado por um trabalhador da operadora, mas dessa vez por mensagem de texto. Após tentar saber o motivo de o seu número não estar efetuando chamadas, o analista judiciário Valdemir Gomes lembrou que estava digitando o número errado para o qual gostaria de ligar e encerrou a ligação em andamento com o atendente do suporte. Minutos depois, o atendente revoltado enviou um SMS para o Valdemir no qual perguntava "Como é que você quer que eu te ajude, imbecil?". O caso foi parar até no canal a cabo Globo News.

Um cliente foi à uma loja da TIM tentar comprar um micro-SIM para colocar na sua linha de telefone. A operadora sempre dizia que não possuía o produto, o que deixava o cliente cada vez mais irritado. Foi então que o arquiteto Alberto Biancalana decidiu voltar no estabelecimento da operadora para filmar a resposta negativa dos funcionários sempre que pedia um chip menor ao que ele tinha. Foi aí que uma caixa da loja bateu e derrubou o celular do cliente no chão, e vários outros funcionários, incluindo um segurança, tentaram intimida-lo. Apesar de o cliente estar eufórico, esse tipo de agressão realmente não deveria ter acontecido

Ainda numa loja da TIM, uma cliente foi surpreendida após pedir o cupom fiscal das solicitações que fez. No campo de observações estava escrito em caixa alta "A cliente mais enjoada que ja existiu". A gerente da loja ainda tentou tomar o cupom da mão da cliente, mas a empresa de telefonia foi obrigada pela Justiça a pagar uma indenização de mais de 6 mil reais pelo episódio.

Na NET, a cliente Kátia Nogueira teve um caso mais parecido com o do seu Francisco: teve o seu nome trocado na fatura telefônica para Vadia, ou melhor "Vadia Nogueira". A troca ocorreu após a cliente se desentender por telefone com uma atendente da operadora, após a mesma se negar a transferir a cliente para o setor de cancelamento.

A Claro TV, do mesmo grupo da NET, também mudou o nome de um cliente numa conta para "Otário Chorão". A mudança também ocorreu depois de uma discussão com um atendente do call center da empresa devido a contestação de faturas. Então fica a dica leitores do Minha Operadora: jamais discuta com um atendente de uma operadora de telefonia, isso se você não quiser ter surpresas no fim do mês.

Esses sete casos contados neste artigo não chegam nem perto das inúmeras ocorrências de falta de respeito que ocorrem entre funcionários e clientes (e vice-versa), não apenas das empresas de telefonia, mas de companhias de diversos segmentos. Quem agride outro alguém - seja verbal, física ou psicologicamente - no mínimo é uma pessoa que se acha melhor do que as outras, xinga gratuitamente, não aceita que alguém seja mais feliz do que ela, não pensa em como pode afetar os sentimentos do seu próximo... enfim, quem desrespeita outra pessoa só pode ser alguém que não representa muito na sociedade, não fez nada de diferente e positivo no mundo. Esse tipo de ser humano merece ter que aprender de alguma forma de que não vive sozinho neste planeta com mais de 7 bilhões de habitantes da sua espécie, e uma hora ou outra vai ter que aprender a lidar com todos eles.

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