sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Mesmo após tentativa da Vivo, dona da TIM estuda ofertas pela GVT

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Ao invés de uma compra total da empresa como a Telefônica deseja, a intenção da Telecom Itália é unir as operações da TIM com a GVT.

Ao que tudo indica, a Telecom Italia não deve assistir à tentativa de fusão das operações entre Telefônica/Vivo e GVT de braços cruzados. O jornal italiano Il Sole 24 Ore publicou matéria dizendo que a Telecom Italia prepara uma oferta pela GVT em resposta à proposta de R$ 20,1 bilhões (6,7 bilhões de euros) da Telefónica, citando fontes próximas às negociações entre italianos e franceses.

A Telecom Italia teria pedido aos bancos Bradesco e Credit Suisse que avaliassem uma possível contraoferta pela subsidiária brasileira da Vivendi. Os diretores da Telecom Italia também teriam tido suas férias suspensas para poder se debruçar sobre o assunto - o mês de agosto é conhecido na Italia como Ferragosto e a maioria dos italianos aproveita o mês para tirar férias.

Os rumores no mercado são de que as conversas para uma eventual fusão das operações italiana e francesa no Brasil haviam tido início bem antes da oferta da Telefónica.

O que se fala é em uma "aliança industrial", termo já usado no mercado brasileiro quando do anúncio da fusão entre Oi e Portugal Telecom (PT).

Entre as alternativas para a tal aliança está uma possível união entre GVT e TIM Brasil com a Telecom Italia repassando à Vivendi parte de suas ações de controle. Isso significaria uma atuação conjunta não apenas no Brasil, mas também a possibilidade de oferta de serviços quad-play na Itália, com a distribuição dos conteúdos da Vivendi concentrados na Canal Plus, o braço de TV por assinatura da francesa.

Mas se apenas uma participação no capital da Telecom Italia não for suficiente para convencer os acionistas da Vivendi a escolher os italianos na comparação com a oferta de R$ 12 bilhões em dinheiro mais 12% do controle da empresa resultante entre Telefônica/Vivo e GVT, ela estaria se preparando também para fazer uma oferta similar, que inclua dinheiro, através de um aumento de capital (talvez da TIM Brasil, que tem boa margem para alavancagem no mercado) mais ações da joint-venture entre TIM e GVT.

Uma negociação entre Vivendi e Telecom Italia ganha mais força ao se considerar que o chairman da francesa, Vincent Bollore, é também membro do conselho do banco de investimentos italiano Mediobanca, até recentemente acionista controlador da Telecom Italia através da Telco e que estaria apoiando uma oferta pela GVT.

Os acionistas minoritários da Telecom Italia também apoiam uma proposta pela GVT. A Asati, associação que representa os minoritários da holding italiana, declarou depois da reunião de acionistas que aprovou o resultado financeiro do segundo trimestre que a "falta de ação" do board da Telecom Italia teria encorajado a Telefónica, maior acionista da Telecom Italia, a fazer a proposta pela GVT. Mais que isso, a Asati teria encaminhado carta ao Consob, a comissão de valores mobiliários italiana, solicitando informações acerca da oferta da Telefónica e alegando conflito de interesses, "já que ela agiu sabendo de informações estratégicas e, assim, agiu em detrimento dos interesses de todos os outros acionistas da companhia (a Telecom Italia)".

Uma proposta da Telecom Italia pode vir a se concretizar nas próximas semanas, já que ela teria de estar na mesa dos acionistas da Vivendi antes de expirar o prazo da oferta da Telefónica, em 03 de setembro.

Com informações de Teletime.

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