03/02/2026
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Governo intensifica combate à pirataria digital e tira do ar 535 sites ilegais

Imagem: DALL-E/Reprodução

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) anunciou, nesta quinta-feira (27), mais uma etapa da Operação 404, voltada ao enfrentamento da pirataria digital. 

Nesta oitava fase, foram retirados do ar 535 sites que disponibilizavam conteúdo de forma ilegal, além de um aplicativo de streaming. As ações ocorreram em diferentes estados e contaram com a cooperação de autoridades internacionais.

Além do bloqueio dos serviços, sete pessoas foram presas durante a execução de 44 mandados de busca e apreensão. Segundo os investigadores, a operação foi além da remoção dos canais ilegais: o foco desta fase incluiu também a identificação de como esses serviços são financiados.

O alvo agora são as fontes de lucro

De acordo com os responsáveis pela operação, as plataformas piratas não apenas distribuem conteúdos sem autorização, mas também movimentam dinheiro. 

Receitas vindas de publicidade, assinaturas não oficiais e até venda de dados estão entre as fontes de renda desses sites.

Diante disso, a estratégia do governo tem sido atingir não apenas os sites em si, mas toda a estrutura por trás deles. Isso inclui hospedagens, intermediários financeiros e perfis em redes sociais usados para divulgação.

Participação internacional e articulação técnica

A ofensiva envolveu órgãos de países como Argentina, Equador, Peru, Paraguai e Reino Unido. Já Estados Unidos e México acompanharam os trabalhos na condição de observadores. 

No Brasil, a operação foi coordenada pela Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência, em parceria com a Coordenação-Geral de Crimes Cibernéticos.

A Anatel e a Ancine também atuaram na identificação e no bloqueio dos domínios que infringiam leis de propriedade intelectual. Operadoras e provedores foram notificados para limitar o acesso aos endereços removidos.

Leia também: Anatel reforça fiscalização e redefine procedimento de importação de produtos de telecom

Consequências jurídicas

A legislação brasileira prevê pena de até quatro anos de prisão, além de multa, para quem viola direitos autorais. Nos casos apurados, os detidos também podem ser responsabilizados por associação criminosa e lavagem de dinheiro.

As autoridades destacam que, além dos danos à indústria do entretenimento, o consumo de conteúdo pirata representa riscos aos próprios usuários, como exposição de dados pessoais e ataques cibernéticos.

Histórico da Operação 404

Desde que foi iniciada, em 2019, a Operação 404 já passou por diferentes fases, sempre com o objetivo de desmantelar serviços ilegais de distribuição digital. 

Ao longo dos anos, milhares de sites e aplicativos foram retirados do ar, com o apoio de diversas instituições brasileiras e estrangeiras.

O Ministério da Justiça afirmou que novas ações estão em planejamento e que o combate à pirataria continua sendo uma prioridade, principalmente diante do avanço de plataformas ilegais que tentam se profissionalizar.

Mesmo em expansão, Starlink tem desempenho inferior à média global no Brasil

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Imagem: Starlink/reprodução

A Starlink, operadora de internet via satélite da SpaceX, empresa aeroespacial do bilionário Elon Musk, vem ganhando espaço no Brasil. No entanto, quando se olha para os números, a velocidade de conexão ainda não acompanha o ritmo de crescimento da base de usuários. 

Um relatório divulgado pela empresa Ookla, responsável pela plataforma Speedtest, aponta que o serviço segue abaixo da média global em território brasileiro.

Para se ter uma ideia, no terceiro trimestre de 2025, a velocidade mediana de download no Brasil ficou em 109,98 Mbps. É uma melhora em relação ao ano passado, mas o número ainda contrasta com os 220 Mbps registrados no cenário internacional. 

Mesmo dentro do Brasil, o desempenho da Starlink está atrás da média nacional entre todas as operadoras, que atualmente é de 210,81 Mbps.

Crescimento em áreas remotas e liderança entre satélites

Apesar da defasagem, o serviço tem papel importante, especialmente em regiões onde outras opções de conexão são limitadas. 

A empresa afirma ter superado 600 mil clientes no Brasil e já fornece internet a mais de 7 mil escolas públicas. Grande parte desse avanço se concentra na região Norte, onde o acesso tradicional costuma ser mais difícil.

A posição da Starlink no mercado latino-americano também chama atenção. Ela lidera com folga entre os serviços de internet via satélite. 

Em comparação, a Viasat apresentou média de 32,73 Mbps no mesmo período, enquanto a HughesNet ficou em 15,93 Mbps. Os testes de velocidade feitos na região mostram que a Starlink respondeu por 98,2% das medições com redes satelitais.

Olho no futuro e na concorrência

Hoje, o plano residencial da Starlink é vendido por R$ 236 ao mês, além do equipamento, que custa R$ 2.400. A expectativa da empresa é melhorar esses números com uma nova geração de satélites, prevista para 2026. A promessa é ousada: alcançar velocidades de até 1 Gbps.

Ao mesmo tempo, o setor deve ganhar novos protagonistas. A Amazon pretende lançar sua própria constelação de satélites, o Project Kuiper, até o fim do ano. 

Além disso, outros concorrentes também planejam atualizações em suas redes. Com isso, qualquer esforço da Starlink para melhoria do serviço entregue é válido comercialmente falando.

TIM vai ativar rede 5G na Antártida em projeto com Marinha e governo federal

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Imagem: TIM/divulgação

A operadora TIM deve instalar uma rede 5G na Estação Antártica Comandante Ferraz, base científica mantida pelo Brasil no Polo Sul. 

O projeto, que reúne a Marinha, o Ministério das Comunicações e a Anatel, tem lançamento previsto para fevereiro de 2026.

A nova estrutura amplia uma parceria iniciada em 2022, quando a empresa levou sinal 4G ao local. Agora, com a quinta geração da internet móvel, o objetivo é proporcionar acesso rápido e contínuo a dados científicos, especialmente para equipes ligadas ao Programa Antártico Brasileiro (Proantar).

Nova rede atenderá pesquisadores e operações logísticas

O 5G permitirá a transmissão imediata de informações, como imagens de satélite e registros de estações meteorológicas. 

Isso deve reduzir a dependência de conexões por satélite e eliminar a necessidade de aguardar retorno ao continente para processar parte das coletas.

Além dos cerca de 180 cientistas que passam pela base todos os anos, a conexão também ajudará nas operações de suporte, como deslocamentos externos, rotinas de abastecimento e segurança da tripulação.

Equipamentos adaptados para resistir ao frio extremo

Instalar tecnologia de ponta em um ambiente como a Antártida exige soluções específicas. Segundo a TIM, os equipamentos foram projetados com aquecimento interno e mecanismos para evitar o congelamento das antenas. A área de cobertura estimada da rede será de aproximadamente 10 km ao redor da estação.

Durante a missão de instalação, está prevista também a produção de uma série documental para mostrar o cotidiano dos profissionais que atuam na região e os bastidores do projeto.

Imagem: TIM/divulgação

Governo destaca importância estratégica da iniciativa

O anúncio da parceria foi feito durante cerimônia oficial em Brasília. Presente no evento, o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, afirmou que a chegada do 5G ao continente antártico reforça o papel da conectividade como instrumento de desenvolvimento nacional.

Ele destacou que ações como essa complementam políticas públicas já em andamento, como o programa Norte Conectado, voltado à expansão da internet em comunidades isoladas da Amazônia.

Ainda segundo o ministro, o avanço da conectividade em locais extremos fortalece a soberania do Brasil e amplia a capacidade do país de produzir ciência em escala internacional.

* Com informações do Ministério das Comunicações, via Agência Brasil, e da TIM Brasil

Anatel reforça fiscalização e redefine procedimento de importação de produtos de telecom

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importação telecom anatel
Divulgação/Anatel

A Anatel publicou o Ato nº 18.086 que redefine o procedimento para importação de produtos de telecom, permitindo à agência acesso direto ao SISCOMEX para verificar a homologação de equipamentos importados, reforçando o controle sobre produtos não certificados no Brasil a partir de maio de 2026.

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Integração com SISCOMEX para fiscalização em tempo real

O novo procedimento operacional estabelece sistemática mais rigorosa para a entrada de equipamentos de telecomunicações no país. A medida viabiliza o acompanhamento em tempo real do fluxo de importações, com cruzamento de dados como fabricante, modelo e número de série com o banco de produtos homologados pela agência reguladora.

A iniciativa foi liderada pelo conselheiro Edson Holanda e tem como objetivo principal combater a importação de equipamentos irregulares. Segundo Vinicius Caram, superintendente de outorga e recursos à prestação, a medida busca prevenir riscos à segurança das redes e dos usuários, garantindo que apenas produtos certificados circulem no mercado brasileiro.

Três categorias de operações sob verificação

O ato define três categorias distintas de operações que estarão sujeitas à verificação da agência. As regras abrangem desde fabricantes e operadoras até provedores regionais, integradores e empresas que utilizam terminais e equipamentos ópticos, de rádio ou Internet das Coisas:

  • Importações para uso próprio: equipamentos destinados ao uso direto pelo importador em suas atividades
  • Importações para uso em redes próprias ou operadas: produtos utilizados na infraestrutura e operação de redes de telecomunicações
  • Importações para comercialização: equipamentos destinados à revenda no mercado brasileiro

Com a nova sistemática, a Anatel passará a tratar as operações administrativamente com base nas informações da DUIMP (Declaração Única de Importação). A agência poderá adotar medidas de conformidade, incluindo o confisco de equipamentos, ainda no processo de desembaraço aduaneiro. O procedimento também incorpora análise de risco para direcionar fiscalizações mais efetivas.

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Controle reforçado sobre produtos não homologados

A integração com o SISCOMEX representa avanço significativo na capacidade de atuação da agência. A Anatel passa a contar com dados estratégicos para identificar cargas sem homologação, reforçando a certificação como requisito essencial para garantir segurança, conformidade técnica e proteção das redes de telecomunicações.

O texto tem como base a Lei Geral de Telecomunicações, que proíbe o uso e a conexão de equipamentos sem certificação expedida ou aceita pela Anatel. A homologação é obrigatória para utilização e comercialização de produtos de telecomunicações em território nacional, e a nova norma reforça essa exigência com mecanismos de controle mais eficientes.

A agência revogou o Ato nº 4.521, de 2021, que tratava anteriormente da atuação em processos de importação. A substituição reflete a necessidade de atualizar os procedimentos diante da evolução tecnológica do setor e dos desafios relacionados à entrada de produtos não homologados no mercado brasileiro.

Preparação para implementação

Para operacionalizar o novo sistema, a Anatel iniciará tratativas com a Secretaria de Comércio Exterior (SECEX) visando obter acesso aos campos relevantes da DUIMP no SISCOMEX. Também está prevista a publicação de orientações específicas ao setor sobre o preenchimento correto das declarações de importação.

A capacitação dos servidores da Anatel para o uso das informações do sistema é outra etapa prevista no processo de implementação. A integração permitirá fiscalização mais precisa, baseada em evidências e análise de risco, além de aumentar a previsibilidade para importadores e fabricantes que atuam no mercado de telecomunicações.

Prazo para entrada em vigor e impactos no setor

O novo procedimento entrará em vigor em 25 de maio de 2026. O prazo foi estabelecido para permitir a adaptação dos sistemas e o alinhamento entre os órgãos envolvidos. Durante o fórum de certificação realizado em Campinas, Caram anunciou ainda que será aberta tomada de subsídios para alteração das regras de uso do selo da Anatel nos equipamentos homologados.

A medida deve impactar diretamente empresas que trabalham com importação de aparelhos como rádios, antenas, modems, roteadores e equipamentos de rede.

Em plena Black Friday, Amazon enfrenta protestos mundo afora

Imagem: AFP via Getty Images: Reprodução

A Amazon tem vivido um momento diferente. Em vez apenas de registrar lucros em mais um período de Black Friday, a empresa está lidando com pressões vindas de 30 países.

Greves e atos públicos têm marcado a edição mais abrangente da campanha Make Amazon Pay, iniciativa que cobra da empresa medidas em três frentes: condições de trabalho, justiça fiscal e meio ambiente.

“As metas não param nem quando alguém desmaia”

Nos bastidores da logística, trabalhadores relatam uma rotina exaustiva. Em armazéns da empresa, especialmente na Ásia, relatos indicam calor insuportável, metas inalcançáveis e punições rigorosas.

Neha Singh, funcionária em Manesar, na Índia, conta que os galpões chegam a parecer “fornalhas”. Segundo ela, desmaios não interrompem as exigências e, se alguém falta por três dias, o risco de demissão é real. Casos como o dela se repetem em outros países.

Crescimento acelerado, responsabilidade em dúvida

Hoje, a atuação da Amazon vai muito além do varejo. Ela fornece serviços de armazenamento em nuvem, inteligência artificial e infraestrutura digital para governos e empresas. Esse crescimento, segundo os manifestantes, não veio acompanhado de transparência ou compromisso social.

Organizações ligadas ao movimento acusam a empresa de ter apoiado governos que, supostamente, fragilizam leis trabalhistas e ambientais. Em troca disso, em caso de eleição a empresa seria beneficiada no assunto.

Impactos ambientais e cortes fiscais

O funcionamento dos data centers da Amazon, muitos de grande porte, exige um volume expressivo de energia e água. Ambientalistas envolvidos nos protestos afirmam que a empresa pouco investe em compensações, mesmo diante do impacto que causa.

Outro ponto central é a tributação. Relatórios recentes apontam que a Amazon teria pago cerca de US$ 1,4 bilhão a menos em impostos em relação ao ano anterior. Um dado que, segundo os ativistas, escancara uma estrutura fiscal desigual.

Mobilizações em todos os continentes

Na Alemanha, houve paralisações lideradas pelo sindicato ver.di. Nos Estados Unidos, manifestantes criticam acordos entre a Amazon e órgãos de imigração. Ações também ocorreram no Brasil, Reino Unido, Espanha, África do Sul, Nepal e outros.

Além dos protestos presenciais, o movimento apostou em projeções visuais e mobilizações online. A ideia é ampliar o alcance das críticas para além das portas dos centros de distribuição.

O que querem os organizadores

A campanha Make Amazon Pay cobra três compromissos básicos:

  • Pagamento justo para os trabalhadores;
  • Cumprimento de obrigações fiscais nos países onde atua;
  • Medidas concretas contra os danos ambientais associados às suas operações.

Grupos ligados ao movimento afirmam que, com a expansão da automação, essas demandas ganham ainda mais urgência. 

Para eles, o avanço tecnológico não pode justificar a redução de empregos nem o abandono da responsabilidade social.

LiveMode assume total controle da CazéTV e torna Casimiro sócio de marca global do grupo

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CazeTV Casimiro LiveMode
Reprodução/CazeTV

A LiveMode oficializou a compra integral da marca CazéTV após adquirir a participação societária do comunicador Casimiro Miguel, que deixa o controle direto do canal para se tornar sócio da holding global do grupo, em uma reestruturação estratégica revelada recentemente para expandir a atuação do empresário no conglomerado.

Anteriormente, a estrutura acionária era dividida, com a empresa detendo 51% da marca e a CMiguel Produções, do streamer, possuindo os outros 49%. Com a nova negociação, a companhia assume o controle de 100% da emissora digital. Em contrapartida, o jornalista deixa de ter ações restritas apenas ao canal de YouTube e passa a integrar o quadro de sócios da LiveMode Cayman. Esse braço internacional da holding é o veículo responsável por controlar todas as operações e negociar direitos de transmissão para diversos meios.

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Uma nova dinâmica societária

Essa mudança na estrutura de capital permite que o comunicador tenha uma participação muito mais ampla e estratégica dentro da empresa. Ao migrar para a holding, ele ganha acesso aos resultados de negócios gerais fechados pela LiveMode Cayman em todo o mundo, eliminando as limitações de ser sócio apenas da CazéTV. Na prática, trata-se de uma troca de fatia em um produto específico por uma participação no conglomerado inteiro, cuja receita é significativamente superior à operação individual do canal de streaming.

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A conclusão definitiva dessa reorganização societária ainda depende da análise e do aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A operação foi descrita como uma troca de participação acionária e busca ajustar a composição do grupo. Recentemente, a marca continuou demonstrando força no mercado ao fechar acordos importantes, incluindo parcerias de exibição em TV aberta com a Record e negociações envolvendo as propriedades da Liga Forte União.

Investidores globais e valuation

A estrutura da LiveMode Cayman conta com investimentos de peso do mercado financeiro global. Marcas como a General Atlantic, empresa norte-americana com atuação mundial, e a XP Investimentos aportaram capital na companhia. Estimativas de mercado indicam que o investimento conjunto dessas empresas tenha ficado próximo de R$ 440 milhões em troca de pouco mais de 20% de participação. Embora os valores da transação com o streamer não tenham sido revelados, ele se junta agora a esse grupo de investidores.

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O histórico dos fundadores

Fundada em 2017 por Sergio Lopes e Edgar Diniz, a empresa nasceu após os empresários venderem o canal Esporte Interativo para o grupo Turner (atual Warner Bros. Discovery) por valores estimados entre US$ 80 milhões e US$ 100 milhões. Inicialmente, a companhia especializou-se na intermediação e negociação de direitos de transmissão, conectando competições, emissoras e investidores, ganhando espaço relevante no setor de distribuição digital e direitos esportivos no Brasil e no exterior.

A ascensão da CazéTV e portfólio

A CazéTV surgiu em 2022 como um projeto dentro do guarda-chuva da holding, consolidando a parceria entre a empresa e o jornalista. O canal obteve sucesso imediato ao transmitir metade dos jogos da Copa do Mundo do Catar. Desde então, a plataforma expandiu seu portfólio de forma agressiva, adquirindo direitos de transmissão de eventos de grande porte, como os Jogos Olímpicos, Pan-Americanos, Copa do Mundo Feminina, além de torneios nacionais como o Brasileirão e o Campeonato Paulista.

TIM compra empresa de tecnologia por R$ 140 mi e mira renovação da estrutura interna

Imagem: DALL-E/Reprodução

A TIM anunciou nesta quinta-feira (27) a compra da empresa V8.Tech, especializada em serviços de computação em nuvem e soluções digitais. 

A operação, que ainda depende de aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), faz parte do plano da companhia para ampliar sua atuação junto ao setor empresarial.

O valor inicial do negócio foi fixado em R$ 140 milhões, com possibilidade de pagamentos extras ao longo dos próximos seis anos, condicionados ao cumprimento de metas. 

A V8.Tech tem presença sólida no mercado de tecnologia e atende empresas de diversos segmentos. Segundo dados divulgados, a receita líquida da companhia girou em torno de R$ 235 milhões no acumulado de doze meses até setembro de 2025.

Movimento reforça estratégia da TIM no setor corporativo

Com essa aquisição, anunciada diretamente ao seu conjunto de acionistas, a TIM quer fortalecer sua atuação no mercado B2B. 

O objetivo é integrar as soluções da V8.Tech ao portfólio da operadora, ampliando a capacidade de entregar projetos completos para empresas em transformação digital.

Além da compra, a TIM também anunciou a criação de uma nova vice-presidência focada nesse público. Fabio Costa, que já passou por empresas como Salesforce, Microsoft e Oracle, assume o comando da nova área. Ele também tem experiência no setor de telecom, tendo atuado na Telemar.

Operação ainda não foi concluída

A conclusão da compra ainda depende do crivo do CADE. A aprovação definitiva é uma etapa comum nesse tipo de movimentação e pode levar alguns meses.

O negócio está alinhado ao plano estratégico da TIM para o triênio 2025–2027. A companhia pretende ampliar suas frentes de atuação e diversificar as fontes de receita, especialmente em segmentos que demandam soluções digitais e infraestrutura de TI.

Anatel mostra projetos e diretrizes para uso seguro e auditável de IA

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regulamentação IA Anatel
Reprodução/ChatGPT

A Anatel apresentou suas principais iniciativas relacionadas ao uso e à regulação de IA durante reunião do Grupo Responsável pelo Plano Brasileiro de Inteligência Artificial, realizada na última terça-feira (25), em Brasília. A exposição foi conduzida pelo conselheiro Alexandre Freire, representante do Ministério das Comunicações no PBIA e patrocinador do tema na Agência, além de presidente do Centro de Altos Estudos em Comunicações Digitais e Inovações Tecnológicas (Ceadi).

Durante sua apresentação, Freire destacou que a Inteligência Artificial já integra de forma decisiva o ecossistema digital brasileiro, com impactos diretos sobre serviços públicos, setores econômicos e a vida dos cidadãos. “Vivemos um momento em que a Inteligência Artificial deixou de ser uma promessa distante para se tornar uma realidade concreta e irreversível”, afirmou o conselheiro.

Divulgação/Anatel

No setor de telecomunicações, Freire observou que a conectividade constitui a base sobre a qual se estruturam aplicações e soluções digitais. O conselheiro reforçou a importância da infraestrutura de telecomunicações para o país, ressaltando o papel estratégico da Agência no desenvolvimento tecnológico nacional e na garantia de acesso universal aos serviços.

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Quatro eixos estratégicos

A estratégia institucional da Anatel para o tema está organizada em quatro eixos principais, cada um contemplando iniciativas específicas voltadas ao uso ético e seguro de sistemas automatizados:

  • Regulação: A Agência avança na elaboração da Política de Governança de IA, que estabelecerá diretrizes para o uso ético, seguro e auditável de sistemas automatizados, com foco na proteção de direitos fundamentais e transparência.
  • Inovação institucional: Desenvolvimento de projetos pelo IA.Lab, laboratório voltado a experimentações regulatórias e aplicações internas para modernização dos processos da Agência.
  • Parcerias: Cooperações estratégicas com organizações internacionais e iniciativas globais voltadas ao desenvolvimento responsável de tecnologias emergentes.
  • Pesquisa acadêmica: Estudos conduzidos em parceria com instituições de ensino superior para aplicação da IA em áreas estratégicas do setor de telecomunicações.

O conselheiro ressaltou que o objetivo é garantir “o uso ético, seguro e robusto de técnicas de IA no âmbito da Agência”, destacando a importância da transparência e da proteção de direitos fundamentais em todas as aplicações.

Laboratório de inovação

Quanto à inovação institucional, Freire detalhou projetos conduzidos pelo IA.Lab, laboratório voltado a experimentações regulatórias e ao desenvolvimento de aplicações internas. Entre os projetos, destacam-se o Avalia.IA, o SEI-IA, o protótipo de assistente ANA e o Regulatron, ferramenta destinada à identificação de produtos irregulares em plataformas de comércio eletrônico.

O conselheiro observou que a Agência busca assegurar que “cada aplicação de IA na Anatel e no setor de telecomunicações seja auditável, explicável e alinhada aos valores democráticos”. Essa postura reforça o compromisso institucional com a responsabilidade e a segurança no desenvolvimento e implementação de tecnologias emergentes no setor regulado.

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Cooperação internacional e acadêmica

A Anatel mantém parcerias estratégicas em diferentes frentes para fortalecer o desenvolvimento de inteligência artificial no setor de telecomunicações. No âmbito internacional, a Agência estabeleceu as seguintes cooperações:

  • União Internacional de Telecomunicações: Cooperação técnica para compartilhamento de boas práticas regulatórias e padrões internacionais de governança em IA.
  • Unesco: Parceria voltada ao desenvolvimento ético e responsável de tecnologias digitais, alinhada aos princípios de direitos humanos e inclusão digital.
  • AI Climate Institute: Participação na iniciativa global lançada durante a COP30, dedicada a ações climáticas apoiadas por tecnologias digitais e sistemas de inteligência artificial aplicados à sustentabilidade ambiental.

No campo acadêmico, a Anatel desenvolve pesquisas em parceria com instituições de referência nacional:

  • Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA): Estudos voltados à aplicação da IA em cibersegurança e proteção de infraestruturas críticas de telecomunicações.
  • Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ): Pesquisas focadas em gestão inteligente de espectro radioelétrico e otimização de recursos.
  • Universidade Federal de Campina Grande (UFCG): Desenvolvimento de soluções para aperfeiçoamento de processos sancionadores por meio de técnicas de inteligência artificial.

Essas parcerias contribuem para o avanço científico nacional e para a formação de profissionais especializados em tecnologias emergentes aplicadas ao setor regulado.

Articulação interinstitucional

A reunião contou com representantes da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), da Controladoria-Geral da União (CGU), do Ministério da Educação (MEC) e do Ministério das Comunicações (MCom).

Durante o encontro, os órgãos apresentaram ações em andamento e diretrizes para a agenda nacional de Inteligência Artificial. O evento reforçou a importância da articulação interinstitucional para o desenvolvimento de políticas públicas coordenadas, que garantam o avanço tecnológico com responsabilidade social e respeito aos direitos dos cidadãos brasileiros.

Com sensores integrados, torres 6G poderão detectar pessoas mesmo sem celular

Imagem: DALL-E/Reprodução

A tecnologia 6G, ainda em fase de desenvolvimento, deverá expandir significativamente o papel das torres de telecomunicações. 

Em vez de apenas servir como ponto de transmissão de dados, como são agora, essas estruturas poderão atuar também como sensores ambientais, capazes de detectar pessoas e objetos mesmo quando não há um celular ou dispositivo conectado por perto.

O conceito tem ganhado força em países como a Coreia do Sul, onde operadoras vêm testando soluções que unem comunicação e sensoriamento. 

A proposta, conhecida pelo nome técnico ISAC, aproveita as ondas de rádio usadas na transmissão para interpretar o que acontece no entorno das antenas, de movimentos de pedestres a vibrações mecânicas em fábricas.

A rede como parte do ambiente

Na prática, as torres deixariam de ser apenas passagens de sinal e se tornariam elementos ativos na gestão do espaço urbano. 

Em uma cidade inteligente, por exemplo, a tecnologia poderia ajudar a controlar o fluxo de trânsito, identificar áreas com aglomeração de pessoas ou até enviar alertas em situações emergenciais, tudo isso sem depender de câmeras ou sensores externos.

A aplicação também pode beneficiar veículos autônomos, que precisam de dados precisos sobre o ambiente ao redor. 

Com o 6G, esses sistemas teriam acesso a informações fornecidas diretamente pela infraestrutura da rede, aumentando a segurança nas ruas.

Indústria de olho na detecção remota

O setor industrial também deverá se beneficiar. Em vez de instalar sensores em cada máquina, as fábricas poderiam usar a rede para captar sinais indiretos, como alterações na vibração de equipamentos, e antecipar falhas. 

A mesma lógica pode ser aplicada a sistemas logísticos ou agrícolas, onde o monitoramento em tempo real pode gerar ganhos operacionais.

Empresas como Huawei, Qualcomm e Samsung já trabalham em protótipos e simulações que envolvem essas possibilidades. 

Uma das apostas é a criação dos chamados gêmeos digitais: réplicas virtuais de locais reais, alimentadas por dados captados em tempo real, que permitem testes e ajustes sem interferir no ambiente físico.

O que se sabe sobre a implantação

A expectativa é que os padrões técnicos do 6G comecem a ser definidos até o final da década. Redes comerciais, segundo projeções, podem estrear por volta de 2030 em países mais avançados tecnologicamente. 

No Brasil, o tema ainda é embrionário, mas a discussão já está posta, especialmente entre operadoras e entidades ligadas ao setor.

Apesar de ainda distante da realidade do consumidor, o 6G vai muito além da promessa de uma internet mais rápida. Ao transformar as antenas em sensores, ele poderá reconfigurar a relação entre redes móveis e o ambiente físico.

* Com informações do Android Police

Crise da Oi se agrava e leva governo a exigir medidas para proteger empregos e serviços

Imagem: Bloomberg/Reprodução

Não é replay: a instabilidade que ronda a Oi ganhou mesmo mais um capítulo. Dessa vez, o Ministério das Comunicações (MCom) decidiu intensificar o acompanhamento do processo de recuperação judicial da empresa, diante da deterioração financeira e da preocupação com os cerca de 20 mil trabalhadores ainda ligados direta ou indiretamente à companhia.

Durante uma cerimônia oficial em Brasília, o ministro das Comunicações, Frederico Siqueira Filho, deixou claro que o governo não pretende assistir passivamente ao avanço da crise.

Segundo ele, é preciso preservar tanto os serviços prestados pela operadora quanto os direitos dos profissionais que seguem atuando em um ambiente cada vez mais incerto.

Sindicatos elevam tom e cobram providências

O cenário mobilizou também representantes dos trabalhadores, que levaram suas preocupações ao ministério. 

Em pauta, pedidos diretos: pagamento de salários, garantia do 13º e, acima de tudo, uma sinalização de que os empregos não estão ameaçados no curto prazo.

As conversas não se limitaram ao Executivo. Os sindicatos também se reuniram com o interventor judicial da Oi, Bruno Rezende, designado para conduzir esta nova fase da recuperação. 

Do encontro, surgiu um protocolo de diálogo contínuo, com foco na proteção dos direitos trabalhistas e na estabilidade das operações.

Ações da Oi caem e mercado sinaliza desconfiança

Fora das negociações institucionais, a realidade da Oi nos mercados financeiros é um retrato do momento delicado que atravessa. 

As ações da empresa, listadas na B3, vêm registrando queda acumulada de 96% no último ano e refletem uma perda de confiança dos investidores.

Essa desvalorização traz efeitos práticos: dificulta a captação de recursos e coloca em xeque a viabilidade de eventuais planos de reestruturação. Em outras palavras, o que se vê no pregão ecoa as dúvidas sobre o futuro da empresa.

Como exemplo disso, a PIMCO, empresa que detinha quase um quinto das ações da Oi na B3, anunciou nesta terça-feira a venda de 100% das posições. Esse é mais um duro golpe na empresa.

Interesse público sustenta debate sobre papel estratégico

Apesar da crise, a Oi ainda mantém presença relevante no setor de telecomunicações, sobretudo em regiões onde sua atuação é praticamente exclusiva. 

Para o governo, essa capilaridade torna a operadora um ativo de interesse público e justifica a necessidade de preservar parte de sua infraestrutura.

Siqueira foi direto ao afirmar que a população não pode ser prejudicada por falhas administrativas. A fala, embora protocolar, reforça a intenção de evitar apagões nos serviços essenciais.

Sem garantias, incertezas persistem

Embora haja sinalização de diálogo e disposição política, não há definições concretas no horizonte imediato. 

Enquanto isso, o processo de recuperação judicial da Oi segue sob tutela da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, e dependerá da articulação entre interventor, Justiça, sindicatos e governo.

A empresa, que já atravessou uma longa recuperação judicial há poucos anos, volta ao centro das atenções, desta vez, com menos margem para erro e mais pressão por respostas.