Claro e Anatel celebram termo para início de processo de arbitragem

Hemerson Brandão
3 min de leitura

Operadora pede revisão no contrato de concessão para melhorar o equilíbrio econômico na prestação dos serviços.

Claro e Anatel celebram termo para início de processo de arbitragem

Nesta segunda-feira, 9 de agosto, foi publicada no Diário Oficial da União o extrato de um termo entre a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e a Claro para abertura de um processo de arbitragem para resolver controvérsias nos contratos de prestação do serviço de telefonia fixa (STFC). Além da Claro, Vivo e Oi também ingressaram na agência com um pedido de arbitragem.

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As empresas alegam prejuízos financeiros diante da perda de interesse do consumidor pelo serviço de telefonia fixa, tanto na modalidade local quanto na longa distância. Elas pedem medidas para garantir a sustentabilidade das concessões até o final do contrato, como a redução de obrigações do setor e uso dos recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) para manter os serviços.

Essa compensação financeira já tinha sido solicitada antes pelas operadoras, mas a Anatel negou o pedido. A alegação da agência é que a Lei Geral de Telecomunicações prevê que a concessionária está sujeita aos riscos empresariais, sendo responsáveis por obrigações e também por eventuais prejuízos.

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Durante o processo de arbitragem será formada uma comissão com a participação de terceiros (segundo acordo entre as partes) para que ocorra um julgamento final sobre o caso. Os contratos de concessão preveem esse tipo de arbitragem no caso de conflitos entre as operadoras e a Anatel.

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Geralmente, o processo de arbitragem pode demorar cerca de dois anos para ser concluído, um período menor do que uma disputa judicial. O termo de arbitragem da Vivo já foi assinado em julho passado e da Oi deverá ocorrer nos próximos dias. As empresas têm pressa, pois os contratos de concessão vencem em 2025.

Com informações de Diário Oficial da União, Telesíntese e Teletime.

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