Senado quer isentar cobrança de tarifas no Pix para fins de doação

Hemerson Brandão
3 min de leitura

Em resolução, Banco Central concedeu liberdade para que os bancos cobrem pelas transações instantâneas.

Senado quer isentar cobrança de tarifas no Pix para fins de doação
Imagem: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Está tramitando no Senado o projeto de lei nº 2.495/2021, que busca garantir a proibição da cobrança de tarifas bancárias em transações realizadas pelo Pix com o objetivo de fazer doações às organizações da sociedade civil e aos institutos de pesquisa sem fins lucrativos. A matéria é de autoria da senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP).

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Conforme noticiado pelo Minha Operadora, bancos tradicionais começaram a cobrar tarifas nas transações feitas pelo Pix por pessoas jurídicas. Já para as pessoas físicas as transferências continuam sendo oferecidas de graça.

No texto do projeto, a senadora lembra que o sistema de pagamentos instantâneos foi lançado com o objetivo de baratear custos e aumentar a competição nos sistemas digitais de pagamento. Porém, o Banco Central autorizou em resolução que as instituições financeiras podem cobrar tarifas de empresas (tanto do pagador quanto do recebedor), com exceção das pessoas físicas ou de empresários individuais.

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Os bancos têm liberdade para definir as tarifas, desde que indicando previamente aos clientes. Atualmente, os valores podem chegar a R$ 10 por transação, dependendo da quantia transferida.

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Porém, não é prevista a isenção no caso de doações. Se a norma continuar da forma que está, as instituições recebedoras de doações serão cobradas pelo recebimento desses recursos.

“Já é evidente no Brasil a importância das organizações civis que suprem a inércia e a incapacidade estatal, em especial no atendimento à população de baixa renda. Na medida em que o Estado não possui os recursos necessários à cobertura dos direitos sociais, ganha relevância a atuação das entidades privadas sem fins lucrativos e que prestam serviços altamente qualificados. Através de seus programas e de suas ações promovem a superação de desigualdades, a defesa de direitos, a democracia, a inclusão social, a saúde, a educação e a assistência social. Defendem o meio ambiente e fomentam pesquisas científicas, entre outros objetivos sociais”, argumentou a deputada.

Com informações de Senado Notícias.

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