Surf Telecom também quer acompanhar o processo de venda da Oi Móvel

Hemerson Brandão
3 min de leitura

Operadoras e entidades criticam o negócio e pedem acesso a informações sigilosas do acordo entre as empresas.

Surf Telecom também quer acompanhar o processo de venda da Oi Móvel

Nesta terça-feira, 18 de maio, a Surf Telecom entrou com um pedido junto ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para ser incluída como terceira interessada no processo de análise da venda da Oi Móvel.

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Como justificativa, a Surf Telecom afirmou que utiliza rede neutra móvel por meio de espectros da TIM (TIMS3) e da Oi (OIBR3/OIBR4), sendo que esta última estava em processo de implantação.

Dessa forma, a conclusão da venda da Oi Móvel poderia refletir nas operações da Surf Telecom, uma vez que ela possui mais de 1 milhão de clientes somente com o chip da Correios Celular.

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Além de acompanhar o processo, a empresa pede mais 15 dias para protocolar uma avaliação da venda dos ativos da Oi para o consórcio formado pelas operadoras Claro, TIM e Vivo (VIVT3).

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Caso o Cade aprove o pedido, a Surf Telecom deverá se juntar à Algar Telecom, Sercomtel, Associação NEO, Telcomp e Idec.

O motivo da participação das operadoras e entidades na análise do órgão antitruste são diversos.

Existe a preocupação do aumento das barreiras para a entrada e expansão de novas operadoras no mercado móvel, além dos eventuais reflexos no setor de atacado.

Outros pontos como a qualidade dos serviços prestados, os preços praticados e a concorrência em áreas remotas também são temas de debate.

Pesa ainda que muitas das informações tratadas no acordo entre as quatro maiores operadoras do país são tratadas como sigilosas.

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A Algar Telecom, que já teve o pedido de parte interessada aprovada pelo Cade, solicitou acesso a essas informações, como os planos de segregação dos ativos, das regras de governança e os contratos acessórios para a continuidade dos serviços.

A operadora mineira também quer saber mais detalhes sobre contrato de compra e venda dos ativos, as cláusulas de não concorrência, além de outros dados que hoje estão em segredo.

A previsão é que o Cade emita uma decisão sobre a venda da Oi Móvel até o final deste ano.

Vale ressaltar que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) também precisa aprovar o negócio.

Com informações de Telesíntese.

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