Técnicos de internet vivem dura realidade em tempos de pandemia

Anderson Guimarães
3 min de leitura

Realidade contada pelos profissionais é diferente da que é vendida pelas operadoras de telecomunicações.

Ilustração - Técnico
Imagem: Pixabay

Em campanhas, as operadoras seguem a todo vapor para garantir que seus consumidores tenham a melhor entrega de telecomunicações em tempos de coronavírus. Entretanto, de acordo com relatos, a realidade dos profissionais é bem diferente da série de medidas anunciada pelas empresas.

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Os técnicos que garantem o funcionamento da banda larga dos brasileiros enfrentam muitas dificuldades. A principal se configura na realização do trabalho.

Enquanto algumas pessoas pedem que os profissionais não entrem em suas residências, outras permitem o acesso sem ter qualquer tipo de cuidado com o técnico.

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No compilado de relatos reunidos pelo UOL, um dos profissionais conta que precisou acessar a residência e os cômodos de um cliente infectado pelo COVID-19. Ele realizou o trabalho provido de máscara, protetor para pés e luvas.

Mas não são todos que dispõem desse kit de proteção, visto que trabalhadores de várias regiões precisaram entrar na Justiça para que as empresas garantissem os recursos.

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Em uma outra situação, um profissional conta que a cliente pediu que o equipamento ficasse pendurado pela janela, tudo para o técnico não precisar entrar em seu domicílio. Como resultado, o trabalho ficou difícil e foi necessário voltar no dia seguinte.

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Outra situação no mínimo delicada é a barreira imposta por alguns condomínios. Alguns acompanham os técnicos até o banheiro para que eles lavem as mãos e fazem um verdadeiro questionário. Já outros sequer permitem solicitações, para evitar o contato.

Nessa conta, até mesmo as condições básicas ficam comprometidas. Técnicos são impedidos de utilizarem banheiros e ficam até mesmo sem local para almoçar, já que os restaurantes estão fechados.

A pandemia resultou em uma queda de 40% nos pedidos de reparo e 50% nas solicitações de novas instalações.

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Com isso, surge o principal temor: perder o emprego. Usuários pedem reparos apenas para serviços urgentes. Demandas que não são mais tão essenciais, como telefonia fixa, ficam para depois.

As companhias estudam reduzir a jornada para manter os empregos, segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicação do Estado de São Paulo (Sintetel).

Com informações de UOL

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