Trabalhadores de call center estão expostos ao coronavírus

Empresas que prestam serviços para operadoras como Oi, Vivo, Claro e outras falham nos cuidados básicos com cada funcionário.

Imagem: Pixabay

Durante a atual pandemia do coronavírus, aglomerações são extremamente contraindicadas. Uma manifestação é tudo o que não precisamos nesse momento, mas diversos trabalhadores precisaram recorrer a uma manifestação para conseguir terem seus direitos reconhecidos.

Em Goiânia, a rua 136 e a BR116 foi palco para uma onda de protestos dos funcionários que prestam serviços de call center para Vivo e Oi.


As denúncias garantem que já há suspeitas de contaminações entre os contratados, mas a empresa ainda assim obriga que seus funcionários compareçam ao local de trabalho.

Relatos garantem que não há higienização nos headsets utilizados e compartilhados com outras pessoas, que assumem a mesma função em turnos diferentes.

Nas reivindicações, os trabalhadores pedem para atuar com revezamento de turnos, distanciamento entre os colegas para que todos fiquem protegidos, higienização reforçada além de equipamentos esterilizados.

Outra luta é para que os contaminados estejam assegurados e não sejam demitidos. Nas redes sociais, já há uma repercussão sobre o ocorrido, assim com o descaso das empresas em várias regiões do país.

Call center interditado

Call center interditado
Imagem: Edu Fortes/Prefeitura de Palmas

Em Palmas, Tocantins, uma interdição da Vigilância Sanitária parece ter tranquilizado muitos funcionários, mas foi preciso protestar contra as condições de trabalho também.

A empresa em questão foi a Tel Telemática, com uma cartela de clientes composta por Claro net, Oi, SKY e outras companhias como a Anvisa e Continental.

Cerca de 1,5 mil funcionários estavam expostos a condições insalubres de trabalho e produtos de higiene como sabão e álcool em gel estavam em falta na empresa.

No caso, a companhia foi convidada para apresentar um plano de contingência e execução, mas não realizou isso no prazo estipulado, por isso foi interditada.

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Protestos em Salvador

A manhã da última quinta-feira também foi marcada por um protesto dos funcionários de um call center localizado no bairro Cabula, em Salvador.

Nas reivindicações, trabalhadores reclamavam que a empresa não se preocupou em distanciá-los um dos outros e artigos de higiene como sabão e álcool em gel também estavam em falta.

Outro pedido foi pela suspensão das atividades sem impactos para os trabalhadores.

No mesmo dia, foi anunciado que o prefeito ACM Neto, de Salvador, estabeleceu medidas restritivas para que corporações de telemarketing e call center autorizem o trabalho remoto pelo menos em 30% do seu quadro funcional.

Medidas para trabalhadores de call center

É importante lembrar que na última quarta-feira, 18, a Associação Brasileira de Telesserviços (ABT) definiu uma série de orientações para suas associadas.

Entre elas, a intensificação da higiene dos ambientes comuns e postos de trabalho individuais, o uso de home office nas atividades possíveis, um kit individual de higienização, trabalho remoto ou férias para trabalhadores com mais de 60 anos, doenças cardíacas, diabete e outras graves, além do monitoramento constante.

Os representantes do setor estão em contato com a União, Estados e Municípios para colocar as ações em prática e colaborar com as ações preventivas recomendadas.

Com informações de Diário da Causa Operária, G1, G1 Tocantins, UOL e Bahia Notícias.

About Anderson Guimarães
Jornalista com cinco anos de experiência em produção de conteúdo digital. Passagens por eventos nacionais, mídias sociais e agências de publicidade. Apaixonado por tecnologia e cultura pop.

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Fabiano Siqueira
Colaborador
Fabiano Siqueira

Trabalho na Vikstar em londrina. Aqui eles estão numa correria frenética. Grupos de riscos já estão de férias e quem eles conseguirem colocar em homeoffice eles estão colocando. Agora reforço,VIKSTAR está fazendo isso. Aqui o cliente é Vivo, e não vi nenhuma ação deles, a não ser para tirarem os próprios funcionários, esses já não vejo a um bom tempo!

Cidade - UF
Londrina -PR
Fábio Arai
Colaborador

Isso é uma total irresponsabilidade dos “donos” de call-centers. Não trabalho mais (já trabelhei com TI), mas me solidarizo com esses profissionais bem sempre bem compreendidos pela população de modo geral e agora com essa onda de “pandemia”. Mas com fé em Deus sairemos dessa situação.

Cidade - UF
Jacaréi - SP