Com 5G atrasado, Brasil já estuda protocolo do 6G

Anderson Guimarães
3 min de leitura

Início dos trabalhos com a nova tecnologia demanda um esforço conjunto da indústria, governos e organizações.

Ilustração - Conexões
Imagem: Federico Beccari (Unsplash)

Mesmo com o 5G atrasado, há profissionais da Anatel e do Ministério da Ciência e Tecnologia que já estudam o protocolo 6G da telefonia celular, de acordo com o colunista Pedro Doria.

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O início dos trabalhos é exatamente como foi com o 5G, um esforço conjunto da indústria, governos e organizações. Mas a informação pode soar estranha para quem acompanha todo o imbróglio que envolve o início da operação da nova conexão móvel.

Na prática, a Anatel só precisa agilizar as definições do edital e leiloar as faixas de frequências para as operadoras. Depois disso, as empresas poderão começar a venda dos serviços com a nova conectividade.

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Os bastidores da agência mostram que há divergência entre relatores e conselheiros a respeito do edital. Enquanto alguns querem priorizar as grandes teles do mercado, outros gostariam de favorecer novos entrantes.

O Planalto também entrou para influenciar na decisão, mas Marcos Pontes, ministro da Ciência e Tecnologia, já comunicou que a conexão só deve chegar em 2022.

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Ele também aguarda por informações da Anatel, especialmente sobre a possível interferência do sinal 5G nas antenas parabólicas de TV. Um novo estudo sobre a questão foi encomendado.

Mas a análise ocorre na agência há dois anos e sem qualquer conclusão. O colunista aponta para a questão lógica da situação.

A conectividade de quinta geração vai funcionar nas frequências que vão de 700 MHz a 3,5 GHz. A última, mais potente, é a que estará próxima do sinal das antenas parabólicas e pode provocar a interferência do sinal.

A mais alta tem capacidade para carregar muitas conexões simultâneas. Já a mais baixa tem maior expansão do sinal, mas não comporta tantos aparelhos ligados ao mesmo tempo, ou seja, será utilizada nas cidades pequenas, de interior.

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São essas regiões que ainda não são cabeadas e contam com TV via parabólica. A conclusão é que o celular que pode interromper o sinal televisivo estará longe das áreas que em que o sinal é mais utilizado.

Com informações de O Globo

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