Claro nega negociar com a Vivo e a TIM a compra da Oi

Hemerson Brandão
3 min de leitura

Rumores ganharam força após a aprovação do novo marco legal de telecomunicações.

Foto: Oi

A empresa mexicana de telecomunicações America Movil, controladora da Claro no Brasil, nega que estejam ocorrendo negociações com a espanhola Telefonica (Vivo) e Telecom Italia (TIM) sobre fazer uma oferta conjunta para adquirir os ativos da Oi. As informações são da Reuters.

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“Absolutamente nada foi negociado”, afirmou Arturo Elias Ayub, diretor de comunicações da America Movil, em entrevista para o jornal espanhol Expansion. Segundo o periódico, existem fontes (não identificadas) que declararam que existe a negociação e que ela está em andamento.

No entanto, o executivo não descartou a possibilidade de um acordo no futuro. Ao ser questionado sobre a possibilidade de comprar a Oi, Elias afirmou que seria necessária uma análise detalhada dos ativos da companhia, bem como os termos, preços e localizações.

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Tal acordo seria benéfico sob o ponto de vista técnico, pois as operadoras poderiam compartilhar a infraestrutura de torres e frequências de operação, o que reduziria os investimentos em expansão de serviços.

Porém, mesmo que uma negociação do tipo ocorra, ela poderia sofrer oposição do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A redução do total de grandes players no Brasil de quatro para três promoveria riscos à concorrência, além de uma potencial redução da qualidade dos serviços móveis.

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Durante a compra da Nextel pela Claro, em seu relatório, o Cade já alertava sobre a possibilidade de uma espécie de “cartel” de telefonia, caso o número de operadoras diminuísse.

O negócio também enfrentaria resistência da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), diante de uma possível política de repasse de custos e aumento de preços para o consumidor. Além disso, a Claro e Vivo já ultrapassaram seus limites máximos de espectros em várias regiões, o que inviabilizaria a aquisição das frequências utilizadas pela Oi.

Os rumores sobre a venda da Oi ganharam força após a sanção da nova Lei das Telecomunicações. Na prática, as operadoras teriam menos obrigações e mais liberdade para venda de seus ativos.

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