A Vivo afirmou que a infraestrutura construída para o 5G deverá servir de base para a chegada do 6G ao Brasil, prevista para por volta de 2030. Segundo a operadora, ainda é cedo para definir um plano comercial específico para a nova geração de internet móvel, já que padrões técnicos, frequências e modelos de implantação seguem em discussão. Por enquanto, a estratégia passa por acompanhar os debates internacionais e evoluir gradualmente as redes atuais.
As declarações foram dadas em entrevista à revista Veja e chegam em um momento em que o país ainda expande a cobertura do 5G. A preparação da Vivo depende de fatores que fogem do controle da operadora, como a definição do espectro pela Anatel, a conclusão dos padrões técnicos globais e a oferta de dispositivos compatíveis. Por isso, a empresa prefere avançar por etapas.
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ESPECTRO AINDA ESTÁ EM DEFINIÇÃO
A disponibilidade de frequências é um dos principais pontos em aberto. Em setembro de 2026, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou a realização de uma consulta pública sobre a proposta de licitação da faixa superior de 6 GHz, considerada relevante para a evolução das redes móveis. A expectativa é que o leilão aconteça até 2028, e a definição do espectro disponível deve influenciar diretamente o ritmo de implantação das futuras redes.
VIVO AVALIA PLANO CONFORME MATURIDADE
Segundo a Vivo, as soluções para a sexta geração serão avaliadas conforme a maturidade tecnológica, a disponibilidade de equipamentos e as necessidades dos clientes e da sociedade. A postura cautelosa reflete o estágio atual do 6G, que ainda está em fase de pesquisa e desenvolvimento e exigirá avanços importantes na infraestrutura de telecomunicações antes de chegar ao mercado e ao bolso do consumidor.
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5G COMO BASE PARA A PRÓXIMA GERAÇÃO
A experiência com o 5G deve orientar boa parte dessa preparação. A operadora informa que já oferece a tecnologia em todas as capitais brasileiras e segue ampliando a cobertura. De acordo com a empresa, a infraestrutura construída até aqui pode facilitar a incorporação gradual de novas tecnologias, sem exigir a substituição imediata de toda a rede. Entre os investimentos feitos para viabilizar o 5G, estão:
- Expansão da fibra óptica
- Modernização de antenas
- Atualização do núcleo de rede
- Virtualização
- Aumento da capacidade de processamento
Para Atila Branco, diretor de estratégia e evolução de redes da Vivo, esse movimento tem efeito direto sobre a próxima geração. “Grande parte dessa evolução também servirá de base para o futuro 6G”, afirmou o executivo. A avaliação indica que a transição tende a acontecer de forma gradual, aproveitando a estrutura já instalada em vez de exigir uma reconstrução completa das redes da operadora.
PRIMEIRAS REDES COMERCIAIS EM 2030
Além das decisões regulatórias de cada país, a evolução do 6G dependerá da conclusão dos padrões técnicos internacionais e da chegada de dispositivos compatíveis ao mercado. A União Internacional de Telecomunicações (UIT) estabeleceu o IMT-2030 como referência global para o desenvolvimento da sexta geração das comunicações móveis. No Brasil, a expectativa do setor é que as primeiras redes comerciais apareçam por volta de 2030.












