Imagem: Minha Operadora

Claro e Vivo aparecem entre as 5 marcas brasileiras mais valiosas

A lista é fruto de um levantamento da Kantar, que aponta 22% de crescimento das empresas nos últimos dois anos.

Goodanderson Gomes
4 min de leitura

A Claro e a Vivo estão entre as empresas brasileiras mais valiosas da atualidade, conforme a nova edição do ranking Kantar BrandZ, divulgado nessa terça (25).

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No total, a lista traz 50 empresas de diversos setores. Ao longo dos últimos dois anos, essas companhias foram analisadas e tiveram seus resultados postos à prova.

De acordo com a Kantar, a lista não leva em consideração valor de mercado nem faturamento, mas sim a força da marca e capacidade de influenciar a decisão dos consumidores.

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“Uma marca ganha força quando consegue ocupar um espaço claro na vida das pessoas. Isso pode acontecer porque facilita uma tarefa, resolve uma necessidade ou cria identificação emocional”, disse o CEO da Kantar no Brasil, Martin Cena.

Duas das três grandes no topo

Vencendo diversas outras companhias consideradas mais fortes, Claro e Vivo ocupam o top 5 do Kantar BrandZ, na terceira e quinta posição, respectivamente.

Para se ter uma ideia do tamanho disso, a Claro perde apenas para dois bancos, o Itaú e o Nubank, que são marcas de destaque global. Entre as duas operadoras está a Brahma, na 4ª posição. Inclusive, a Vivo superou o Bradesco, um dos maiores bancos privados do país, que ficou em 6º.

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Em termos de valor de marca, a Claro foi avaliada em R$ 7,4 bilhões. A Telefônica Brasil, por sua vez, acumula R$ 5,7 bilhões. Os valores representam 30% e 71% de crescimento entre 2024 e 2026, respectivamente.

A Kantar analisa que o motivo pelo qual empresas de telecom têm vencido companhias de energia, como a Petrobras, e até alguns bancos, é simples: relevância criada na vida dos consumidores.

Em outras palavras, quanto mais próximo e atuante no dia a dia das pessoas uma empresa é, mais valiosa, em termos de marca ela se torna.

Para Martin Cena, essa capacidade tira a marca da “luta pelo preço” pura e simples, elevando o seu patamar aos olhos do público.

“Ser diferente não é simplesmente chamar atenção. O diferencial precisa ter valor para as pessoas. É essa combinação entre relevância e diferenciação que ajuda uma empresa a sair de uma disputa baseada apenas em preço e construir uma relação mais forte com o consumidor”, disse.

E a TIM?

Por incrível que pareça, a TIM não aparece entre as 50 marcas mais valiosas do Brasil, pelo menos nesse levantamento da Kantar. Na verdade, a própria Oi, que acaba de ter a sua falência decretada, aparece na 36ª posição.

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A agora ex-operadora, que deixou mais de R$ 44 bilhões em dívidas, é reportada como tendo R$ 657 milhões em valor de marca, ficando à frente de marcas consolidadas como Banco Inter (37º), 3 Corações (38º) e Cônsul (50º).

Como a Kantar não disponibiliza informações mais detalhadas sobre as empresas que aparecem na lista, não é possível saber o motivo pelo qual a TIM não foi citada. Porém, levando-se em consideração a metodologia utilizada, é possível inferir que a marca simplesmente não atingiu níveis de valor percebido suficientes.

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