A Claro e a Vivo estão entre as empresas brasileiras mais valiosas da atualidade, conforme a nova edição do ranking Kantar BrandZ, divulgado nessa terça (25).
No total, a lista traz 50 empresas de diversos setores. Ao longo dos últimos dois anos, essas companhias foram analisadas e tiveram seus resultados postos à prova.
De acordo com a Kantar, a lista não leva em consideração valor de mercado nem faturamento, mas sim a força da marca e capacidade de influenciar a decisão dos consumidores.
“Uma marca ganha força quando consegue ocupar um espaço claro na vida das pessoas. Isso pode acontecer porque facilita uma tarefa, resolve uma necessidade ou cria identificação emocional”, disse o CEO da Kantar no Brasil, Martin Cena.
Duas das três grandes no topo
Vencendo diversas outras companhias consideradas mais fortes, Claro e Vivo ocupam o top 5 do Kantar BrandZ, na terceira e quinta posição, respectivamente.
Para se ter uma ideia do tamanho disso, a Claro perde apenas para dois bancos, o Itaú e o Nubank, que são marcas de destaque global. Entre as duas operadoras está a Brahma, na 4ª posição. Inclusive, a Vivo superou o Bradesco, um dos maiores bancos privados do país, que ficou em 6º.
Em termos de valor de marca, a Claro foi avaliada em R$ 7,4 bilhões. A Telefônica Brasil, por sua vez, acumula R$ 5,7 bilhões. Os valores representam 30% e 71% de crescimento entre 2024 e 2026, respectivamente.
A Kantar analisa que o motivo pelo qual empresas de telecom têm vencido companhias de energia, como a Petrobras, e até alguns bancos, é simples: relevância criada na vida dos consumidores.
Em outras palavras, quanto mais próximo e atuante no dia a dia das pessoas uma empresa é, mais valiosa, em termos de marca ela se torna.
Para Martin Cena, essa capacidade tira a marca da “luta pelo preço” pura e simples, elevando o seu patamar aos olhos do público.
“Ser diferente não é simplesmente chamar atenção. O diferencial precisa ter valor para as pessoas. É essa combinação entre relevância e diferenciação que ajuda uma empresa a sair de uma disputa baseada apenas em preço e construir uma relação mais forte com o consumidor”, disse.
E a TIM?
Por incrível que pareça, a TIM não aparece entre as 50 marcas mais valiosas do Brasil, pelo menos nesse levantamento da Kantar. Na verdade, a própria Oi, que acaba de ter a sua falência decretada, aparece na 36ª posição.
A agora ex-operadora, que deixou mais de R$ 44 bilhões em dívidas, é reportada como tendo R$ 657 milhões em valor de marca, ficando à frente de marcas consolidadas como Banco Inter (37º), 3 Corações (38º) e Cônsul (50º).
Como a Kantar não disponibiliza informações mais detalhadas sobre as empresas que aparecem na lista, não é possível saber o motivo pelo qual a TIM não foi citada. Porém, levando-se em consideração a metodologia utilizada, é possível inferir que a marca simplesmente não atingiu níveis de valor percebido suficientes.












