A TIM apresentou nesta segunda-feira (3) seu novo Plano de Transição Climática, que prevê investimentos de € 550 milhões para reduzir o impacto ambiental do crescimento digital nos próximos anos. A iniciativa foi anunciada pelo Grupo TIM, liderado pelo CEO Pietro Labriola, e abrange as operações da companhia tanto no Brasil quanto na Itália, os dois principais mercados do grupo.
O plano surge como resposta ao avanço acelerado da computação em nuvem, da inteligência artificial e da conectividade, que exigem cada vez mais infraestrutura e poder computacional. Para viabilizar esse crescimento sem ampliar a pegada de carbono, a operadora pretende investir em eficiência energética, tecnologias sustentáveis e fontes renováveis, com metas para 2030, 2040 e 2050.
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CADEIA DE SUPRIMENTOS NO CENTRO DO PLANO
Segundo a TIM, a cadeia de suprimentos é responsável por mais de 90% da pegada de carbono total do grupo, o que torna esse elo prioritário no plano de transição climática. As ações previstas incluem o alinhamento progressivo dos fornecedores às diretrizes ESG da companhia, além da adoção de tecnologias com menor impacto ambiental em toda a operação, tanto no Brasil quanto na Itália.

AÇÕES PREVISTAS PARA REDUÇÃO DE EMISSÕES
Entre as intervenções já planejadas pela operadora para os próximos anos, estão:
- Aceleração da migração para o 5G, tecnologia que consome menos energia por unidade de tráfego transportado;
- Modernização de data centers, com sistemas mais eficientes de refrigeração e gestão de energia;
- Uso ampliado de fontes de energia renovável em toda a infraestrutura da operadora;
- Alinhamento progressivo da cadeia de suprimentos às metas ESG do grupo.
METAS PARA 2030, 2040 E 2050
Entre as metas estabelecidas, o Grupo TIM pretende reduzir em 83% as emissões de edifícios, data centers, infraestrutura de rede e frota veicular até 2030, tendo 2024 como ano-base. Para 2040, o objetivo é diminuir em 55% as emissões da cadeia de valor, incluindo bens e serviços adquiridos e o uso de serviços de terceiros. Já para 2050, a meta final é alcançar a neutralidade de carbono, o chamado net zero.
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FALA DO CEO PIETRO LABRIOLA
Ao comentar o novo plano, o CEO da TIM, Pietro Labriola, destacou a urgência de equilibrar o crescimento digital com a sustentabilidade ambiental, ressaltando que a demanda por conectividade e poder computacional tem crescido em ritmo acelerado por conta da computação em nuvem e da inteligência artificial. Segundo o executivo, a companhia não pode ignorar esse cenário e precisa agir agora:
“a computação em nuvem e a inteligência artificial estão impulsionando a demanda por conectividade e poder computacional a uma taxa sem precedentes. Não podemos ignorar isso. Com nosso Plano de Transição Climática, traçamos um caminho para reduzir nossas emissões, apoiando o crescimento do digital. Vamos simplificar processos e infraestrutura para consumir menos e adotar tecnologias com menor impacto ambiental.”
COMPROMISSOS SOCIAIS DO PLANO
Além das metas ambientais, a TIM reafirmou compromissos sociais dentro do plano de transição climática apresentado pelo grupo. A operadora pretende atingir 35,5% de mulheres em cargos de liderança até 2027, com 50% das contratações femininas previstas neste ano e no próximo. No Brasil, a meta é engajar pelo menos 90% da força de trabalho em programas de capacitação digital até 2027, reforçando o caráter social da iniciativa.
O Plano de Transição Climática passará por monitoramento periódico e poderá ser atualizado conforme avancem as tecnologias disponíveis, o cenário regulatório e o desenvolvimento do próprio grupo. O documento já foi aprovado pelo Conselho de Administração da TIM e está disponível, junto das demais metas ESG da companhia, na seção de sustentabilidade do site oficial da operadora.












