As IAs serão obrigadas a "pensar" com o HLE - Imagem: Freepik/Reprodução

A exemplo da China, empresas europeias não querem desacelerar a IA

Essas companhias também entendem que a sugestão feita inicialmente por Dario Amodei, da Anthropic, pode dar vantagem ao mercado norte-americano.

Goodanderson Gomes
4 min de leitura

Após contra-ataque do Ministério das Relações Exteriores da China, agora foi a vez de empresas europeias se posicionarem contra uma desaceleração no desenvolvimento das IAs proposta por big techs dos Estados Unidos.

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Recentemente, Proton, Hugging Face, Mistral e Black Forest Labs emitiram pareceres contra a ideia inicialmente aventada por Dario Amodei, CEO da Anthropic. Sam Altman, da OpenAI, concordou.

Para Amodei, as pesquisas e o desenvolvimento da inteligência artificial propriamente dito devem continuar, mas em ritmo menos acelerado, alegando preocupações com a segurança. Por outro lado, as empresas de IA da Europa, bem como o governo chinês, veem tais afirmações como uma manobra que pode aumentar a dianteira das empresas norte-americanas nesse mercado.

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Um novo tom na corrida das inteligências artificiais

No fim da década passada o tema “desenvolvimento de inteligência artificial” girava em torno de assuntos básicos, como hardware e o machine learning (aprendizado de máquina) em si. Agora, a coisa mudou de patamar.

A produção e controle de modelos de IA parece seguir os meandros geopolíticos, com a China apresentando tecnologia própria, a Europa buscando seu espaço e os EUA, como sempre, dominando o mercado.

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Sobre isso, além das empresas, políticos que representam a União Europeia têm se manifestado. Ursula von der Leyen, atual presidente da Comissão Europeia, já mencionou que a Europa deve seguir competitiva nesse mercado, discurso comprado pelas empresas de IA do velho continente.

A “soberania de IA” da Europa

Companhias como a francesa Mistral AI e a suíça Proton, por exemplo, têm encabeçado a ideia de que é necessário desenvolver tecnologia proprietária para assegurar uma pretensa “soberania” no uso e distribuição da inteligência artificial.

Nesse sentido, a negativa dessas empresas à ideia de uma desaceleração total no desenvolvimento da tecnologia generativa demonstra o entendimento de que pisar no freio agora vai atrasar ainda mais os modelos 100% europeus, assim como os chineses, que já estão atrás dos americanos.

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A cibersegurança, contudo, é uma preocupação geral

Apesar das divergências, sobretudo de caráter comercial, empresas de inteligência artificial e tecnologia de todo o mundo convergem em um ponto: a cibersegurança é assunto prioritário.

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A Hugging Face e as norte-americanas OpenAI, dona do ChatGPT, e a já mencionada Anthropic, que criou o Claude, falam em mecanismos que permitam acompanhamento rigoroso na base do processo de desenvolvimento de novos modelos e na manutenção de IAs já existentes.

Para além da ultra necessária proteção contra agentes externos, ajustar as LLMs para que sejam seguras tornou-se imperativo. Não é demais lembrar que recentemente um modelo da OpenAI orquestrou um ataque cibernético sozinho.

Por outro lado, especialistas já têm emitido alertas mais graves, como um pesquisador da Anthropic que fixou em 10% a probabilidade de uma IA avançada extinguir a humanidade. Ou seja, esse assunto merece atenção isenta e dedicada de todos os players envolvidos.

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