A Starlink se tornou a principal provedora de internet na zona rural do Brasil, superando operadoras tradicionais como Claro e Vivo em participação de mercado no campo. O levantamento foi divulgado pela Ookla, consultoria global de telecomunicações especializada em testes de velocidade de internet, e mostra o avanço da empresa de Elon Musk no setor de banda larga fixa do país.
De acordo com a pesquisa, referente ao primeiro semestre de 2026, a Starlink soma 9,3% de participação no mercado rural brasileiro, à frente da Claro, com 6,5%, e da Vivo, com 5,4%. O avanço ocorre porque a companhia oferece internet via satélite, o que dispensa a instalação de fibra ótica ou torres de celular em regiões remotas e de difícil acesso do país.
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CRESCIMENTO NA ZONA RURAL
A Starlink vem crescendo a passos largos desde que iniciou operações comerciais no Brasil, em 2022. O país se tornou o segundo maior mercado da empresa, com mais de 1 milhão de assinantes, segundo divulgado pela própria companhia. O crescimento é puxado pela tecnologia de internet via satélite, que exige apenas uma antena e um roteador, permitindo alcançar localidades remotas do território nacional.
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Entre janeiro e maio de 2026, a base de assinantes da Starlink cresceu mais rápido que a de qualquer outra operadora do Brasil, segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações. O ritmo se repete na zona rural, onde a empresa também lidera o avanço nos últimos 12 meses. Confira a comparação:
| Operadora | Crescimento nacional (jan-mai/2026) | Crescimento rural (12 meses) |
|---|---|---|
| Starlink | 20,5% | 8,3% |
| TIM | 4,0% | 0,3% |
| Vivo | 3,1% | 2,6% |
| Claro | 1,2% | -0,5% |
“Os mercados mais fortes da Starlink são precisamente os lugares onde a rede de fibra ainda não chegou”, descreveu o analista Mike Dano em relatório da Ookla. Um levantamento por hexágonos geográficos, cruzando dados de velocidade com a presença de fibra ótica, mostra que quanto maior a fatia de mercado da Starlink em uma região, menor é a presença de fibra ali, confirmando o padrão observado pelo analista.

PARTICIPAÇÃO NO CAMPO E NA CIDADE
Veja como Starlink, Claro, Vivo e TIM se dividem entre zona rural e áreas urbanas do Brasil:
| Operadora | Participação rural | Participação urbana |
|---|---|---|
| Starlink | 9,3% | 1,3% |
| Claro | 6,5% | 24,6% |
| Vivo | 5,4% | 18,3% |
| TIM | 0,6% | 3,1% |
CIDADES SEGUEM COM AS TELES TRADICIONAIS
Nas cidades, o cenário se inverte. As operadoras tradicionais dominam o mercado de banda larga fixa graças à boa cobertura de fibra ótica, velocidade mais alta e preços mais competitivos em relação ao serviço via satélite. A Starlink vem ganhando assinantes em capitais como São Paulo e Rio de Janeiro, mas ainda soma apenas 1,3% de participação nas áreas urbanas do país.
Starlink vai crescer muito, mas ainda tem um grande ponto fraco
“A Starlink ainda apresenta crescimento nas cidades, mas seus ganhos são mais modestos”, aponta Dano. Segundo o analista, isso pode refletir a demanda por internet via satélite em lacunas de bairros ainda não atendidos por fibra, ou entre usuários interessados na portabilidade do serviço da Starlink, que permite levar a conexão para diferentes endereços.
VELOCIDADE FICA ABAIXO DA FIBRA
Em velocidade, a fibra ótica das operadoras locais ainda leva vantagem sobre o serviço via satélite. A conexão da Starlink costuma ficar abaixo de 300 Mbps, com concentração entre 50 Mbps e 200 Mbps tanto na zona rural quanto na cidade, enquanto a fibra oferecida por Claro, Vivo e TIM varia entre 300 Mbps e 1 Gbps, de acordo com a medição da Ookla.
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PREÇOS CAÍRAM DESDE O LANÇAMENTO
A pesquisa aponta ainda que a Starlink tem potencial para seguir atraindo clientes no Brasil com a redução gradual dos preços desde o lançamento comercial no país, em 2022. Veja como os valores mudaram:
| Item | Lançamento (2022) | Atualmente |
|---|---|---|
| Assinatura mensal | R$ 530 | R$ 189 |
| Equipamento (kit) | R$ 3.000 | R$ 799 |












