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Comando Vermelho usa Starlink para burlar bloqueio de celular em presídios

Cristino Melo
4 min de leitura

Na última semana, uma operação no Complexo de Gericinó, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, revelou que líderes do Comando Vermelho estão utilizando a tecnologia via satélite da Starlink para se comunicarem. A descoberta surpreendeu as autoridades de segurança pública, que recentemente haviam investido pesado em sistemas de interrupção de telecomunicações. Essa grande apreensão acende um alerta sobre as novas táticas do crime organizado em instalações de segurança máxima.

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Os detentos tentavam burlar os novos bloqueadores de celular e wi-fi ativados há cerca de cinco meses no complexo penitenciário carioca. Para contornar essa restrição, as lideranças criminosas instalaram quatro antenas satelitais no presídio Gabriel Ferreira de Castilho, o Bangu 3. O objetivo principal era conseguir manter um fluxo de ordens ativo para fora das muralhas fluminenses.

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APREENSÃO DE DISPOSITIVOS DE ÚLTIMA GERAÇÃO

Além dos equipamentos de conexão espacial recém-descobertos, as equipes responsáveis pela rigorosa revista também recolheram quatorze aparelhos de telefonia móvel. Entre os itens apreendidos nas celas inspecionadas, destacam-se diversos smartphones de última geração, cujos valores de mercado chegam a ultrapassar a expressiva marca de oito mil reais por unidade. O valioso material clandestino foi inteiramente localizado por meio de ações de monitoramento preventivo.

Antenas que tentam burlar novo bloqueio de celular são achadas em cadeia de chefes do CV em Bangu
Reprodução/g1

Essas complexas operações foram conduzidas de perto pelo setor de inteligência da Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen). Para encontrar os dispositivos eletrônicos muito bem escondidos nas celas dos detentos, os agentes penitenciários precisaram empregar uma ferramenta específica de rastreio de radiofrequências. Conforme a pasta estadual, a presença das antenas evidencia a tentativa contínua de superar o moderno bloqueio de sinal em vigor na instituição.

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INVESTIMENTOS EM INFRAESTRUTURA DE BLOQUEIO

Visando coibir de vez a utilização irregular de serviços de telecomunicações nas galerias prisionais do estado, a Seppen informou que uma sindicância interna foi imediatamente instaurada. O objetivo central dessa investigação é apurar todas as responsabilidades pelo caso recente. É válido ressaltar que os poderosos bloqueadores começaram a ser efetivamente instalados e testados a partir do mês de janeiro deste ano nas principais unidades prisionais do território carioca.

Neste exato momento, a avançada tecnologia de supressão de sinais atende a dois complexos de detenção bastante específicos: Bangu 3 e também o presídio Jonas Lopes de Carvalho, popularmente chamado de Bangu 4. Este último complexo é onde estão alocados, sob forte vigilância, os chefes da facção Terceiro Comando Puro (TCP). A robusta solução de comunicação adotada pelas autoridades vai muito além de restringir as redes celulares convencionais locais ativas na região.

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BLINDAGEM TECNOLÓGICA E CONTRA DRONES

Isso ocorre devido ao fato de que o moderno aparato tecnológico de segurança possui a capacidade estratégica de impedir a aproximação de drones, criando um verdadeiro escudo aéreo sobre as prisões. A aguardada licitação do governo prevê que um total de quarenta e nove unidades penitenciárias sejam cobertas por essas completas barreiras eletrônicas de sinal. Essa ampla operação de contenção de conectividade prisional deve envolver um custo total avaliado em mais de 431 milhões de reais.

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