A TIM Brasil mantém sua agenda de aquisições voltada à ampliação de banda larga e serviços corporativos mesmo em meio à disputa pelo controle acionário da operadora na Itália. A subsidiária brasileira avalia novas oportunidades de compra em rede móvel, banda larga e B2B, áreas consideradas estratégicas pela companhia para acelerar o crescimento nos próximos anos.
Segundo Alberto Griselli, CEO da TIM no Brasil, a companhia mantém-se ativa em fusões e aquisições. Em entrevista à revista EXAME, o executivo afirmou: “Estamos ativos em M&A, olhando oportunidades em rede móvel, banda larga e B2B, áreas onde vemos maior potencial de crescimento”, também citando o momento macroeconômico favorável e o balanço saudável da operadora como fatores que sustentam a estratégia.
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AQUISIÇÕES RECENTES DA TIM NO BRASIL
Nos últimos meses, a TIM Brasil avançou em duas frentes distintas de consolidação. Em janeiro, a operadora concluiu a compra da V8.Tech, especializada em serviços digitais e inteligência artificial, negócio avaliado em R$ 140 milhões, podendo dobrar em pagamentos futuros condicionados a metas. Já em maio, a companhia recomprou a participação da IHS Brasil na I-Systems, sua empresa de rede neutra, por R$ 947 milhões.
- Janeiro de 2026: aquisição da V8.Tech, boutique de serviços digitais e inteligência artificial, por R$ 140 milhões, com earn-outs que podem levar o valor a R$ 280 milhões em seis anos.
- Maio de 2026: recompra da participação da IHS Brasil na I-Systems, empresa de rede neutra, por R$ 947 milhões.
Apesar do apetite demonstrado no mercado, o executivo pondera que novas operações dificilmente serão anunciadas ainda neste ano. Griselli afirma: “Qualquer nova movimentação provavelmente ficará para 2027, porque processos de M&A são demorados”, lembrando que as aquisições concluídas em 2026 começaram a ser trabalhadas ainda em 2025.

A DISPUTA PELO CONTROLE NA ITÁLIA
A Poste Italiane, estatal postal da Itália, já é a maior acionista individual da TIM, com cerca de 20% do capital ordinário. A proposta de compra da Telecom Italia foi aprovada pelo conselho de acionistas da dona da TIM, avançando o processo para que a estatal italiana assuma o controle total do grupo. Se a operação for concluída, a companhia retornará à esfera estatal quase 30 anos após ter sido privatizada, embora seja tratada como uma operação de mercado, não uma reestatização.
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A oferta pública de aquisição e troca de ações, que prevê pagamento de 1,67 euros por ação da tele mais 0,218 euros em ações dos Correios italianos transferidas por papel da operadora, foi aprovada por unanimidade pelo conselho de administração da TIM no sábado, 18, e liberada pela Consob, a comissão de valores mobiliários da Itália. O período de adesão dos acionistas segue até 11 de setembro.
A estatal condicionou a efetivação da compra à adesão mínima de 66,67% das ações, mas o objetivo declarado é chegar à totalidade dos papéis e fechar o capital da TIM na Bolsa de Milão. Quando foi lançada, em março, a proposta da Poste Italiane era estimada em 10,8 bilhões de euros, mas a valorização das ações da estatal, usadas como parte do pagamento, elevou a operação para mais de 13 bilhões de euros.
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RESULTADOS FINANCEIROS DA TIM
No Brasil, a TIM registrou receita líquida de R$ 6,8 bilhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 6,5% na comparação anual. O Ebitda somou R$ 3,3 bilhões, crescimento de 6,6%, enquanto o lucro líquido avançou 1,3%, para R$ 821 milhões, impulsionado pelo crescimento da base pós-paga e pela expansão das receitas com serviços corporativos e banda larga.
Na Itália, a operação encerrou o primeiro trimestre de 2026 com receita de € 3,3 bilhões, alta de 1,4% na comparação anual, afetada pela redução das receitas com operadoras móveis virtuais. O prejuízo líquido, no entanto, avançou de € 124 milhões para € 292 milhões, pressionado por despesas extraordinárias com um programa de redução de pessoal e provisões.












