Imagem: Agência Senado/Alessandro Paiva/FreeImages

Decisão da AGU pode pôr fim ao impasse entre Aneel e Anatel sobre postes

Um parecer do órgão determinou pontos de pontos de fixação e o modelo de compartilhamento a ser adotado pelas agências.

Goodanderson Gomes
3 min de leitura

O Parecer nº 00004/2026 da Advocacia-Geral da União (AGU) pode ter colocado um ponto final no impasse entre Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) sobre o compartilhamento de postes.

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Na prática, o parecer vinculante define que um terceiro ente, também jurídico, deve ficar responsável por organizar essa distribuição. Seria a figura do “posteiro”, como está sendo chamada a figura.

Conforme a decisão, o tal posteiro terá prerrogativas para explorar comercialmente a concessão de postes e infraestrutura tanto para empresas de telecom quanto para concessionárias de eletricidade.

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É o fim da “briga”?

A controvérsia entre Anatel e Aneel envolvendo o uso de postes já é antiga. Na verdade, nos últimos anos os assuntos envolvendo as duas entidades giram basicamente em torno dessa “treta”.

O problema central sempre foi que o uso da infraestrutura para comportar diferentes tipos de cabos tende a causar problemas de responsabilização. Porém, por não haver regras claras sobre isso, as duas agências tentaram por várias vezes definir o que é de quem.

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Com a decisão da AGU, Anatel e Aneel passarão a ter um “serviço cartorário” em relação aos postes, fiscalizando como os “posteiros” tem lidado com os agora produtos de infraestrutura de comunicação e energia.

O novo parecer foi emitido com base na análise de um decreto emitido pela Aneel, que, segundo a AGU, não apresenta consistência ideal com a Lei Geral de Telecomunicações (LGT).

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Os novos papéis de Anatel e Aneel

Como já mencionamos, a Anatel e a Aneel devem manter uma postura de fiscais de uso dos postes, que agora será controlado por empresas independentes.

Cabe às agências, a partir do parecer da AGU, definir detalhes como área de atuação de cada posteiro, limites de concessão (ou seja, os postes terão determinada quantidade de espaço “cedível”), entre outros aspectos.

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Especialistas explicam que, por um lado, delegar essas funções a entidades fora do eixo estatal pode ajudar na organização dos postes de forma geral. Resta saber se Anatel e Aneel terão “fôlego” para fiscalizar a nova atividade como é esperado.

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