Imagem: Shutterstock/Reprodução

Nova tecnologia testada na Europa vai ‘upar’ a internet via satélite

Trata-se de uma possível substituta das ondas de radiofrequência convencionais.

Goodanderson Gomes
3 min de leitura

Pesquisadores e empresas europeias de tecnologia estão testando uma novidade que pode mudar o protocolo padrão da internet via satélite.

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Atualmente, o sinal enviado do espaço vem por meio de ondas de rádio, o mesmo espectro transmitido por antenas de telefonia, por exemplo. Mas a tecnologia testada na Europa vai além, usando feixes de laser infravermelho para fazer a conexão.

O projeto faz parte de iniciativas implementadas ao redor do mundo cujo objetivo é fazer a internet via satélite avançar, alcançando patamares de qualidade cada vez mais altos.

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Mais detalhes da nova tecnologia

O uso de lasers infravermelhos para transmissão da internet de satélites está sendo feito com apoio da Holomondas Optical Ground Station, uma estação localizada no norte da Grécia.

A Holomondas foi integrada ao programa PeakSat, da Agência Espacial Europeia (ESA) e ficará responsável por receber infravermelhos experimentais enviados por satélites da agência.

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Os satélites em questão também são gregos, foram posicionados em órbita recentemente e formam uma rede de conexões particular, “comunicando-se entre si”, a exemplo de alguns satélites mais recentes da constelação da Starlink.

Por sua vez, o receptor óptico da estação Holomondas tem capacidade de 2,5 Gbps, o que representa um salto considerável em velocidade em comparação com receptores de radiofrequência.

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Os benefícios e desvantagens

Como já ficou claro, um dos principais benefícios da troca de ondas de rádio foi lasers infravermelhos é a modernização da transmissão de internet via satélite, o que deve aumentar velocidade, reduzir latência, etc.

Por outro lado, uma possível desvantagem é o encarecimento das operações, bem como a obsolescência forçada de equipamentos de rádio utilizados hoje em dia e que não têm tanto tempo de uso assim.

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Outra desvantagem é que os feixes de laser são muito sensíveis e podem sofrer para atravessar nuvens carregadas, frentes frias de chuva intensa e outros fenômenos meteorológicos. Ademais, o infravermelho deve estar muito bem posicionado para funcionar corretamente.

De qualquer forma, em se tratando de uma tecnologia promissora e cada vez mais consolidada, como a internet via satélite, investir em melhorias é sempre um ponto que tende a ser positivo.

Pode virar uma tendência global?

Não só pode como parece já estar virando uma tendência. Especialistas veem a migração de radiofrequência para infravermelho como algo natural.

Ainda mais potente que a radiofrequência, essa tecnologia facilita muito o acesso à internet em áreas extremas, com o alto mar. Então, podemos dizer que o futuro está na luz, não no rádio, pelo menos no que diz respeito à internet via satélite.

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