Na última quarta-feira (13), a Justiça do estado de Alagoas emitiu um parecer condenatório contra Wilson Gomes de Araújo pelo crime de estelionato.
O homem, funcionário da Vivo na década passada, foi acusado de fazer contratações em nome de clientes da operadora, além de emitir cobranças falsas. Todos os crimes foram comprovados.
A decisão foi expedida pela 3ª Vara Criminal de Maceió, órgão responsável por analisar as provas colhidas e atestar os crimes, cometidos entre 2018 e 2020.
Mais detalhes da sentença e o modus operandi do estelionatário
O formato de punição aplicado a Wilson Gomes de Araújo foi de prisão e pagamento de uma multa no valor de R$ 143.264,10, que equivale ao montante desviado das vítimas. Porém, os dois anos e seis meses de prisão foram convertidos em prestação de serviços sociais.
Aproveitando-se do cargo que ocupava, no setor administrativo de uma loja parceira da Vivo, o estelionatário fazia alterações não autorizadas nos dados cadastrais de clientes da operadora.
Como exemplo, ele mudava e-mails para assim conseguir aderir a planos não contratados. Além disso, emitia boletos com dívidas inexistentes de serviços devidamente contratados.
Porém, muitas dessas cobranças falsas eram relacionadas a contas das quais ele próprio era titular. E isso chamou a atenção das vítimas.
A partir daí, alguns clientes da Vivo desconfiaram que alguma coisa estava errada e deram queixa. Após o início do processo, outras pessoas procuraram a polícia para fazer o mesmo.
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O que diz a Vivo?
É importante deixar claro que a operadora Vivo não tem qualquer responsabilidade neste caso.
Procurada pelo Minha Operadora, a assessoria de imprensa da companhia esclareceu o ocorrido, afirmando que Wilson Gomes de Araújo era terceirizado, sendo funcionário direto de uma empresa parceira.
Em nota, a empresa afirmou ainda que repudia tal conduta e já descredenciou a loja credenciada na qual o sentenciado trabalhava. Leia o texto na íntegra:
A Vivo repudia veementemente qualquer ato ilícito e esclarece que o caso mencionado envolve um profissional vinculado a uma empresa terceirizada, que já foi descredenciada. A Vivo reforça, ainda, que colaborou com as autoridades competentes ao longo das investigações e que segue aprimorando continuamente seus mecanismos de segurança e governança, em conformidade com a LGPD, para garantir a proteção dos dados de seus clientes.”












