A Telefónica, controladora da operadora brasileira Vivo, está finalizando uma proposta para construir uma gigafábrica de inteligência artificial (IA) na Espanha. O anúncio foi feito durante a divulgação dos resultados do primeiro trimestre de 2026 e representa mais um passo da empresa espanhola para se posicionar como protagonista na corrida europeia pela supremacia em IA.
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A telco lidera um consórcio apoiado pelo Estado espanhol que disputa uma das cinco gigafábricas de IA previstas para a Europa. A iniciativa faz parte de um programa da Comissão Europeia dotado de €20 bilhões, dentro de um pacote maior de €200 bilhões destinados a investimentos em IA no continente. As propostas finais devem ser entregues entre junho e julho, com resultados esperados até o final de 2026.
O CONSÓRCIO ESPANHOL
O grupo ibérico reúne parceiros de diferentes setores. Veja quem já integra ou negocia entrada no consórcio:
- Telefónica — lidera o projeto com participação prevista entre 10% e 15%
- ACS — grupo espanhol de construção e infraestrutura
- SETT — empresa estatal espanhola de investimentos digitais
- Solaria — empresa de energia solar em negociações para integrar o grupo, segundo a Bloomberg
A estrutura de financiamento e a composição acionária ainda estão sendo definidas entre os parceiros. Apesar de encabeçar o consórcio, a Telefónica terá posição minoritária, conforme confirmou o diretor financeiro Juan Azcue durante a conferência de resultados.

RETORNOS E ESTRATÉGIA
A Telefónica deixou claro que não pretende iniciar grandes gastos em data centers de IA como parte deste projeto. O CFO Juan Azcue afirmou que os retornos esperados são “consistentes com os retornos no mundo da infraestrutura digital”, sinalizando uma postura conservadora e estratégica da empresa.
O projeto europeu tem como objetivo construir até cinco instalações capazes de treinar modelos de IA em larga escala. Em dezembro passado, a Comissão Europeia informou ter recebido 76 manifestações de interesse de 16 países para 60 locais diferentes. Outras operadoras de telecom também estão na disputa, como a Deutsche Telekom, com consórcio junto à Brookfield, e o grupo francês Iliad, pelo consórcio AION.
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RESULTADO TRIMESTRAL E CENÁRIO NO BRASIL
Enquanto avança na aposta europeia em IA, a Telefónica reportou um desempenho “sólido” no primeiro trimestre de 2026. Confira os principais números do período:
| Indicador | Resultado | Variação |
|---|---|---|
| Receita total | €8,1 bilhões | +0,4% |
| Receita de serviços | €7,4 bilhões | +0,7% |
| Receita no Brasil (Vivo) | Destaque positivo | +7,4% |
| Receita na Espanha | Crescimento | +2,0% |
| Receita na Alemanha | €1,9 bilhão | -8,6% |
| Churn na Espanha | 0,7% | Melhor histórico |
A Vivo foi um dos grandes destaques do trimestre para o grupo. A operadora brasileira, que registrou crescimento expressivo de lucro no período, ajudou a compensar os resultados negativos da operação alemã, pressionada pela perda do contrato MVNO com a 1&1, que derrubou a receita local em 8,6% e o EBITDA em 8,4%, para €586 milhões.












