O mercado de smartphones se tornou um dos mais lucrativos do mundo e isso não tem a ver com o preço dos produtos em si, mas sim com o consumismo que envolve esse setor.
Antes dominado por Nokia, Motorola e uma ou outra marca “aventureira”, hoje o setor tem forte influência da Apple e da Samsung, mas está inundado de opções e modelos de diversas outras marcas.
Essa oferta em abundância dá um “nó” na cabeça dos consumidores. Como resultado, o cenário é sempre o mesmo: pessoas que gastam milhares de reais a cada dois anos, em média, para comprar um telefone “de última geração”.
Pensando sobre isso, procuramos um especialista para entender o que de fato importa na hora de comprar outro telefone. Prontamente, o técnico em manutenção de smartphones Clécio Moura se disponibilizou a nos mostrar as quatro principais funções desses aparelhos. Quer saber quais são elas? É só continuar a leitura!
1. Bateria
Está pensando em trocar de smartphone em 2026? Então a capacidade energética é o primeiro quesito com o qual você deve se preocupar.
Ao explicar esse apontamento, Clécio Moura fala sobre “o óbvio que muita gente ignora”. Segundo ele, não adianta o smartphone ser bonito, ter uma câmera de última geração e um processador parrudo se não tiver uma bateria que sustente tudo isso.
O especialista ainda fez duras críticas aos iPhones, comparando os aparelhos a “uma Ferrari com tanque de combustível de uma motocicleta”.
Moura ainda pontuou que, hoje em dia, o mínimo aceitável de capacidade de carga é 4000 mAh. Além disso, é importante, antes de adquirir um novo celular, verificar testes e recomendações para saber se a bateria “aguenta” o “poder de fogo” do próximo item da lista.
2. Processador
O segundo elemento vital a ser observado na hora de comprar um celular é o processador. Afinal, o chipset é o “motor” que faz tudo acontecer.
Clécio Moura explica que quanto mais atual for o processador, mais apto a trabalhar com novas tecnologias, como a inteligência artificial, ele vai estar. Ademais, as atualizações que chegam aos aplicativos exigem uma arquitetura cada vez mais robusta.
Entretanto, ele alerta que nesse caso o importante é entender qual é a sua necessidade. Um usuário gamer vai precisar de um processador bem mais potente que quem usa o celular apenas para entrar nas redes sociais e atender ligações.
Por fim, o técnico em manutenção de celulares faz um alerta importante. “Se você gosta de tirar fotos, ou até trabalha com isso, preste muita atenção no processador do celular que está adquirindo. Se for ruim, não adianta câmera boa, pois o pós-processamento vai estragar tudo”, disse.
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3. Armazenamento interno
Assim como o processador, o armazenamento interno é importante e “personalizável”, segundo Clécio Moura.
O especialista recomenda que até mesmo usuários básicos tenham à mão pelo menos 128 GB de espaço interno disponível, que é considerado o “mínimo viável” da atualidade tendo em vista o peso de apps e arquivos.
Por outro lado, assim como um processador muito potente para quem não precisa representa um desperdício, muito armazenamento para quem não usa é igual a jogar dinheiro fora.
Além disso, vale sempre destacar que existem vários serviços de armazenamento em nuvem que podem suprir necessidades adicionais de espaço, como o Google Drive e o One Drive. Ou seja, é totalmente possível economizar comprando um celular com 128 GB de armazenamento e utilizar a nuvem como suporte.
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4. Suporte de software
Fechando a sua trilha de recomendações, o técnico Clécio Moura tocou em um ponto nevrálgico do mercado de smartphones atual: o suporte das fabricantes.
Moura classificou como “vergonhoso” e “absurdo” aquilo que ele classifica como “abandono precoce” realizado por algumas fabricantes.
O indivíduo compra um telefone por, vamos dizer aí, R$ 3 mil, e só vai ter direito a três anos de suporte? É uma vergonha, um absurdo total o que essas empresas fazem”, disparou.
O especialista relembra que o fim do suporte significa o encerramento do envio de atualizações de software e atualizações de segurança, que são o “ponto crucial”, nas palavras dele.
Clécio Moura parabenizou fabricantes que dão suporte longo e aconselha: “Antes de comprar um smartphone, observe o tempo de suporte oferecido. Se for pouco demais, desconsidere todos os outros pontos positivos. Pode ir por mim, eu sei do que estou falando”.












