A Telefônica Brasil, dona da Vivo, aprovou na última quinta-feira (12), a redução de seu capital social em R$ 4 bilhões. A decisão foi tomada em assembleia geral extraordinária e formalizada por meio de fato relevante divulgado pela companhia ao mercado.
A operação foi aprovada sem o cancelamento de ações. Isso significa que os acionistas receberão de volta parte do valor de suas ações em dinheiro, sem qualquer alteração no número de papéis emitidos ou no percentual de participação de cada investidor na empresa.
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IMPACTO NO CAPITAL SOCIAL
Com a redução aprovada, o capital social da Telefônica Brasil terá a seguinte alteração:
| Situação | Valor |
|---|---|
| Capital antes da redução | R$ 60,071 bilhões |
| Redução aprovada | R$ 4 bilhões |
| Novo capital social | R$ 56,071 bilhões |
A base de cálculo considerou 3.195.606.352 ações ordinárias, excluindo 30.940.270 ações mantidas em tesouraria em 31 de dezembro de 2025.
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RESTITUIÇÃO AOS ACIONISTAS
A restituição foi fixada em R$ 1,25171862845 por ação ordinária. Alguns pontos importantes sobre o pagamento:
- O valor poderá ser ajustado em função do programa de recompra de ações da companhia
- A base acionária será verificada em 22 de maio de 2026
- A partir dessa data, os papéis passarão a ser negociados ex-direitos da restituição
- O pagamento ocorrerá em parcela única no dia 14 de julho de 2026
- A liquidação seguirá os procedimentos da B3 e da instituição escrituradora das ações
O QUE MAIS FOI DELIBERADO NA ASSEMBLEIA
A aprovação ocorreu na 62ª Assembleia Geral Extraordinária da operadora. Além da redução de capital, os acionistas também deliberaram sobre:
- Alteração do artigo 5º do estatuto social para refletir o novo capital
- Consolidação do estatuto com a nova redação
- Autorização aos administradores para adotar todos os atos necessários para executar a operação
O texto estatutário passará a registrar capital subscrito e integralizado de R$ 56,071 bilhões, dividido em 3.226.546.622 ações ordinárias, escriturais e sem valor nominal. A ata registra que a matéria foi aprovada por maioria, com abstenções, dentro do prazo legal previsto na Lei das S.A. A deliberação dá continuidade a uma proposta já anunciada em 9 de dezembro de 2025.












