16/01/2026

Starlink amplia estrutura no Brasil e contrata ex-TIM

Empresa de Elon Musk profissionaliza operação local, mira mercado corporativo e reforça time com executivo de peso do setor de telecomunicações.

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Paulo Esperandio SpaceX Starlink
Bruno de Castro/Jornal de Brasília

A Starlink anunciou nesta semana a ampliação de sua estrutura no Brasil com a contratação de Paulo Esperandio, ex-TIM, para o cargo de diretor de desenvolvimento de negócios, visando profissionalizar sua operação local e expandir sua presença nos setores corporativo e governamental. A mudança ocorre para dar suporte aos 600 mil clientes no país, transformando a gestão que antes era remota em um time presencial dedicado para acelerar o crescimento.

A chegada de Paulo Esperandio, que atuava como CMO da TIM até o final do ano passado, representa um marco na estratégia da SpaceX para o território nacional. Atualmente, a operação brasileira conta com apenas quatro funcionários focados no suporte aos revendedores. A meta da companhia é encerrar o ano com uma equipe de 20 especialistas, incluindo profissionais que atuarão diretamente no segmento “consumer”, garantindo um atendimento mais robusto aos usuários.

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Formalização jurídica e foco corporativo

Outro passo decisivo foi o estabelecimento de um CNPJ brasileiro com responsáveis locais, o que facilita o diálogo com órgãos reguladores e a participação em contratos públicos. Apesar dessa estrutura nacional, a empresa mantém seu DNA de startup com um modelo matricial, onde as decisões estratégicas continuam ligadas diretamente à matriz nos Estados Unidos. Essa proximidade jurídica permite que a Starlink avance com agilidade em novos acordos comerciais.

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Desempenho no mercado e concorrência direta

Atualmente, o país é um dos principais mercados globais da empresa, com 600 mil clientes ativos. A Starlink está entre as três operadoras que mais crescem em adições líquidas, ao lado de Vivo e Claro, sendo a única puramente satelital. Contudo, o crescimento acelerado impõe desafios de infraestrutura, uma vez que mesmo em expansão starlink tem desempenho inferior a média global no brasil em diversos testes de velocidade e latência realizados recentemente no país.

O setor observa de perto a chegada de novos competidores que podem desafiar a hegemonia de Elon Musk por aqui. A atenção do mercado se volta agora para o avanço tecnológico do mercado asiático e os rumores recentes de que a china irá lançar internet via satélite no brasil em breve. Para enfrentar essa possível ameaça, a nova diretoria de negócios focará em parcerias estratégicas e na fidelização de grandes clientes governamentais.

O futuro da conectividade móvel por satélite

A visão de longo prazo inclui a oferta de serviços móveis diretos via satélite, o que coloca a empresa no radar das teles tradicionais como uma concorrente de peso. Esse movimento será suportado por uma infraestrutura massiva, visto que a starlink consegue autorização para lançar 7.500 novos satélites adicionais. Paulo Esperandio terá o papel fundamental de converter esse potencial tecnológico em vantagem comercial real.

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