
Nesta segunda-feira (12), a Ookla revelou que o 5G no Brasil é o mais rápido da América Latina devido ao sucesso estratégico do leilão de frequências de 2021, que permitiu uma implementação robusta da infraestrutura necessária. O estudo analisou o desempenho em 16 países da região no terceiro trimestre de 2025, destacando que a velocidade média de download brasileira atingiu 430,83 Mbps. Esse resultado coloca o país em uma posição de liderança absoluta, superando vizinhos com larga margem técnica e eficiência regulatória.
A qualidade da rede brasileira é evidenciada pela distância em relação aos demais competidores regionais. Enquanto o Brasil ostenta o topo do pódio, a República Dominicana aparece em segundo lugar com 385 Mbps, seguida pela Argentina com 343,5 Mbps. No extremo oposto, o Peru registrou apenas 59,3 Mbps. No cenário global, essa performance garante ao mercado nacional a quarta posição mundial, ficando atrás apenas de países com territórios menores e infraestruturas densas, como Emirados Árabes Unidos, Catar e Kuwait.

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O papel fundamental do espectro e da regulação
O relatório aponta que o diferencial competitivo brasileiro reside na gestão das frequências. A Anatel priorizou a capacidade técnica ao liberar blocos de 100 MHz na faixa de 3,5 GHz, criando uma infraestrutura capaz de suportar o alto tráfego de dados sem perda de qualidade. Esse cenário de crescimento tecnológico tende a se expandir ainda mais, visto que o leilão para expansão do 5G entra em nova fase após sinal verde regulatório, o que deve abrir espaço para novas coberturas e melhorias na prestação do serviço móvel nacional.
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Além disso, a neutralidade tecnológica permitiu que as teles escolhessem livremente seus fornecedores de equipamentos, acelerando a ativação de torres e reduzindo custos. A implementação do 5G Standalone (SA), o chamado “5G puro”, já é uma realidade comercial e contribui para que o país mantenha sua dianteira tecnológica. A versatilidade da rede também impulsiona soluções como o 5G FWA, que oferece internet fixa de alta velocidade via sinal móvel, especialmente em áreas onde a instalação de cabos de fibra óptica enfrenta barreiras geográficas ou financeiras.
Expansão da cobertura e desafios de mercado
Embora a velocidade seja recorde, a disponibilidade do sinal ainda é um dos principais pontos de atenção para o setor. Atualmente, a taxa de disponibilidade no Brasil é de 38,5%, o que significa que muitos usuários ainda não conseguem permanecer conectados à rede de quinta geração em tempo integral. Contudo, os avanços são notáveis em todo o território nacional, e dados recentes indicam que o ministro destaca que 5G já cobre 64% da população e ultrapassa meta prevista para 2027, demonstrando um ritmo de instalação acelerado pelas operadoras.
Por outro lado, o crescimento da base de clientes mostra que a tecnologia está sendo rapidamente adotada pelo público consumidor. Levantamentos setoriais apontam que o 5G já responde por mais de 55 milhões de linhas no Brasil mas cobertura e custo ainda travam avanço em uma escala ainda mais massiva. A redução no preço dos smartphones compatíveis e a simplificação dos planos de dados são vistas como os próximos passos necessários para que a liderança em velocidade se traduza em uma experiência democrática e onipresente para todos os brasileiros.
Ranking de desempenho por operadora
A análise da Ookla também detalhou como as principais empresas do setor estão performando individualmente. O Brasil se destaca por ter várias operadoras figurando no topo do ranking regional, refletindo o alto nível de investimento privado em infraestrutura de rede nos últimos anos.
- Personal Argentina: 507,6 Mbps (Líder da América Latina);
- Claro Brasil: 454,3 Mbps (A mais rápida do mercado brasileiro);
- Vivo Brasil: 445,2 Mbps;
- TIM Brasil: 363,5 Mbps (Ocupa a 6ª posição no ranking regional);
- Eficiência Técnica: Operadoras que utilizam 100 MHz na banda de 3,5 GHz conseguem entregar conexões consistentemente superiores a 300 Mbps.
- 5G Standalone: O padrão SA já representa 1,6% das conexões totais, garantindo a menor latência possível para jogos e aplicações industriais.




