TIM desiste de vender ERBs da Oi Móvel; entenda o que houve

Ana Cláudia
3 min de leitura

A TIM fechou a oferta de venda de parte das estações de rádio da Oi Móvel por falta de oferta. A operadora encerrou o processo de oferta pública destinado a vender uma parcela de até 50% das 7,2 mil estações rádio base (ERBs) adquiridas da Oi, por falta de compradores.                                              

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ERBs da Oi

Essa oferta pública foi uma das exigências impostas pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica, o Cade, como parte dos requisitos necessários para a aquisição da antiga concorrente, juntamente com a Claro e Vivo. 

A oferta foi lançada em julho de 2022 e prorrogada por mais dois meses em janeiro deste ano, com um desconto de 75% sobre o valor unitário de todas as ERBs, conforme explicado pela TIM.

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Apesar das novas condições de venda e da contratação do Bradesco BBI como assessor para buscar ativamente possíveis compradores, não houve nenhum lance ou proposta de compra pelos ativos. Em vista disso, a TIM apresentou uma solicitação ao Cade para que a obrigação de venda seja considerada como cumprida.

“A TIM requer o ateste de cumprimento da obrigação prevista nas Cláusulas 4.1 e seguintes do ACC [Acordo em Controle de Concentrações], sendo certo, ainda, que, nos termos da Cláusula 4.9, do ACC, a TIM não mais está obrigada a alienar as ERBs objeto de suas Ofertas Públicas, não incidindo sobre tais ativos qualquer obrigação adicional, inclusive de manutenção e/ou preservação das condições de uso”, solicitou a empresa, ao órgão.

A TIM planeja acrescentar apenas as ERBs que não se sobrepõem à sua própria rede, de um total de cerca de 7,2 mil herdadas da Oi Móvel. De acordo com dados divulgados no ano passado, isso representa cerca de 2,8 mil ERBs. 

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As demais ERBs serão desativadas, em um processo que começou em outubro de 2022 e já resultou no desligamento de mais de 500 estações.

A inclusão das ERBs na transação afetou a lucratividade da TIM em 2022. Um impacto negativo de R$ 820 milhões foi registrado a título de depreciação e amortização relacionados aos sites. 

Além disso, acordos de leasing adicionais das torres no valor de R$ 257 milhões também foram reconhecidos.

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