Reprodução/Gemini

Vivo diz que é cedo para plano comercial do 6G, mas já prepara suas redes

Cristino Melo
4 min de leitura

A Vivo afirmou que a infraestrutura construída para o 5G deverá servir de base para a chegada do 6G ao Brasil, prevista para por volta de 2030. Segundo a operadora, ainda é cedo para definir um plano comercial específico para a nova geração de internet móvel, já que padrões técnicos, frequências e modelos de implantação seguem em discussão. Por enquanto, a estratégia passa por acompanhar os debates internacionais e evoluir gradualmente as redes atuais.

- Publicidade -

As declarações foram dadas em entrevista à revista Veja e chegam em um momento em que o país ainda expande a cobertura do 5G. A preparação da Vivo depende de fatores que fogem do controle da operadora, como a definição do espectro pela Anatel, a conclusão dos padrões técnicos globais e a oferta de dispositivos compatíveis. Por isso, a empresa prefere avançar por etapas.

Leia mais:

- Publicidade -

ESPECTRO AINDA ESTÁ EM DEFINIÇÃO

A disponibilidade de frequências é um dos principais pontos em aberto. Em setembro de 2026, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou a realização de uma consulta pública sobre a proposta de licitação da faixa superior de 6 GHz, considerada relevante para a evolução das redes móveis. A expectativa é que o leilão aconteça até 2028, e a definição do espectro disponível deve influenciar diretamente o ritmo de implantação das futuras redes.

VIVO AVALIA PLANO CONFORME MATURIDADE

Segundo a Vivo, as soluções para a sexta geração serão avaliadas conforme a maturidade tecnológica, a disponibilidade de equipamentos e as necessidades dos clientes e da sociedade. A postura cautelosa reflete o estágio atual do 6G, que ainda está em fase de pesquisa e desenvolvimento e exigirá avanços importantes na infraestrutura de telecomunicações antes de chegar ao mercado e ao bolso do consumidor.

- Publicidade -

Conteúdo sobre banda larga, telefonia móvel e streaming em um só lugar. Siga o Minha Operadora nas redes sociais e receba notícias atualizadas diariamente: curta no Facebook, siga no Instagram, inscreva-se no YouTube e fique conectado pelo X (Twitter).

5G COMO BASE PARA A PRÓXIMA GERAÇÃO

A experiência com o 5G deve orientar boa parte dessa preparação. A operadora informa que já oferece a tecnologia em todas as capitais brasileiras e segue ampliando a cobertura. De acordo com a empresa, a infraestrutura construída até aqui pode facilitar a incorporação gradual de novas tecnologias, sem exigir a substituição imediata de toda a rede. Entre os investimentos feitos para viabilizar o 5G, estão:

  • Expansão da fibra óptica
  • Modernização de antenas
  • Atualização do núcleo de rede
  • Virtualização
  • Aumento da capacidade de processamento

Para Atila Branco, diretor de estratégia e evolução de redes da Vivo, esse movimento tem efeito direto sobre a próxima geração. “Grande parte dessa evolução também servirá de base para o futuro 6G”, afirmou o executivo. A avaliação indica que a transição tende a acontecer de forma gradual, aproveitando a estrutura já instalada em vez de exigir uma reconstrução completa das redes da operadora.

PRIMEIRAS REDES COMERCIAIS EM 2030

Além das decisões regulatórias de cada país, a evolução do 6G dependerá da conclusão dos padrões técnicos internacionais e da chegada de dispositivos compatíveis ao mercado. A União Internacional de Telecomunicações (UIT) estabeleceu o IMT-2030 como referência global para o desenvolvimento da sexta geração das comunicações móveis. No Brasil, a expectativa do setor é que as primeiras redes comerciais apareçam por volta de 2030.

Compartilhar este artigo
Se inscrever
Notificar de
guest
0 Comentários
Mais antigo
Mais recente Mais Votados