Em entrevista concedida à Bloomberg, no último dia 30 de setembro, o co-CEO da Netflix, Ted Sarandos, afirmou que o crescimento da companhia está aquém do esperado por ele.
Sarandos se referiu aos resultados do terceiro trimestre de 2026, quando o streaming cresceu 13,4%. Apesar de parecer um bom número, esse foi o menor crescimento para o período nos últimos três anos.
Além do resultado de abril e junho, a empresa detalhou o crescimento de horas assistidas em todo o primeiro semestre de 2026, que foi de apenas 2%.
Netflix com TV ao vivo?
Também durante a sua fala, ocorrida na conferência Bloomberg Screentime, em Los Angeles, Ted Sarandos destacou que adicionar conteúdo ao vivo à programação da Netflix pode ajudar a melhorar os resultados.
Na verdade, o streaming do “tudum” já tem conteúdo adulto. Mas a fala de Ted aponta para, talvez, um maior investimento nessa área. Atualmente, apenas 1% das horas assistidas por assinantes da Netflix são in live.
“Eles geram muitas inscrições. São realmente eficazes para aumentar a retenção de assinantes e a publicidade”, disse Sarandos, se referindo aos conteúdos ao vivo.
Contudo, na mesma entrevista o executivo afirmou que filmes e séries continuarão sendo o foco do streaming, área na qual a Netflix “trabalha profissionalmente”, como frisado pelo co-CEO.
A batalha dos streamings
A Netflix segue se movendo nos bastidores. Depois das negociações frustradas na tentativa de compra da Warner Bros. Discovery, a empresa também anunciou a demissão de mais de mil funcionários. O motivo? Uma alegada “reestruturação” interna.
Fato é que a coisa não tá fácil para nenhum streaming, e a Netflix tem perdido espaço nos últimos anos aqui no mercado brasileiro, sobretudo para o Prime Video. A empresa segue, porém, como uma das favoritas do público.
Vale mencionar ainda o reajuste de preços nas assinaturas anunciado pelo streaming recentemente, que representa mais uma adequação à situação atual do mercado.












