A Conexis Brasil Digital, associação que representa as principais operadoras de telecomunicações do país, parabenizou nesta segunda-feira (26) o presidente Lula pela reeleição conquistada no segundo turno. Na mesma nota, a entidade afirmou que pretende manter o diálogo com o governo federal e voltou a cobrar uma agenda de políticas públicas voltada à digitalização da economia brasileira.
O petista foi reconduzido ao cargo no domingo (25) para um quarto mandato, após derrotar Flávio Bolsonaro (PL) com 64.256.232 votos, ou 51,79% dos votos válidos. A Conexis, que reúne Algar, Claro, Sercomtel, TIM e Vivo, também cumprimentou o vice-presidente Geraldo Alckmin e retomou as propostas que o setor havia apresentado à campanha durante o período eleitoral.
Leia mais:
- Claro Empresas agora tem plataforma de atendimento automático no WhatsApp com IA
- Sky e Giga+ discutem fusão que criaria grupo com 1,8 milhão de clientes
- Claro suspende vendas de celulares da OPPO em lojas e site
O QUE DIZ A NOTA DA CONEXIS
No comunicado, a associação se apresentou como representante das maiores empresas de conectividade do país e sinalizou disposição para seguir colaborando com o Planalto. “O setor vai manter o diálogo com o presidente e sua equipe na construção de um Brasil cada vez mais digital, que seja não apenas consumidor, mas também produtor de tecnologia, contribuindo para o aumento da produtividade da economia”, destacou a entidade.
Conteúdo sobre banda larga, telefonia móvel e streaming em um só lugar. Siga o Minha Operadora nas redes sociais e receba notícias atualizadas diariamente: curta no Facebook, siga no Instagram, inscreva-se no YouTube e fique conectado pelo X (Twitter).
CARTA AOS PRESIDENCIÁVEIS
Segundo a Conexis, o diagnóstico sobre as necessidades do setor já foi entregue à campanha do presidente reeleito na forma de uma Carta aos Presidenciáveis. O documento reúne um conjunto de propostas para acelerar a digitalização do país e coloca as operadoras como parceiras na formulação de políticas públicas. Entre as pautas consideradas prioritárias pela entidade estão:
- Desenvolvimento de talentos digitais;
- Redução das assimetrias regulatórias entre operadoras e grandes provedores de conteúdo digital;
- Modernização, racionalização e simplificação regulatória;
- Reordenamento tributário para reduzir o peso dos impostos sobre serviços e equipamentos de telecom;
- Corte de impostos para smartphones, computadores e tablets de até R$ 2 mil, destinado a inscritos no Cadastro Único com renda de até três salários mínimos (R$ 4,8 mil);
- Ampliação do Ministério das Comunicações, que passaria a atuar como um Ministério da Digitalização.
A nota, assinada pelo presidente-executivo da Conexis, Marcos Ferrari, também projeta ganhos econômicos com a adoção das medidas. “A carta aponta os caminhos para que o Brasil evolua de uma conectividade básica para uma conectividade capaz de gerar valor e impulsionar a atividade produtiva, ampliando a participação da economia digital no PIB de 16% para entre 18% e 24%”, diz o texto.
SOBERANIA DIGITAL NA PAUTA
Outro tema que deve ganhar espaço na relação entre as teles e o novo mandato é a soberania digital. De acordo com Ferrari, há alinhamento entre o setor e o governo nesse ponto. “A soberania é um dos pontos importantes do conjunto de propostas que enviamos aos candidatos. E, nessa linha, temos convergência com as propostas do presidente reeleito”, afirmou o executivo.
Para a Conexis, as operadoras podem atuar como grandes parceiras da agenda pública nessa área, já que o tráfego de dados passa por redes, antenas e torres instaladas em território nacional. “As operadoras são agentes de mercado que têm ativos estratégicos, localizados dentro do próprio País. O setor tem condições de ser o parceiro de que o País precisa para desenvolver a economia a partir de um ecossistema local, preservando o tratamento de dados no Brasil”, defendeu Ferrari.
O argumento conversa com uma das principais bandeiras da entidade, a isonomia tributária e regulatória em relação às multinacionais de tecnologia. Segundo as operadoras, essas empresas oferecem serviços como streaming de vídeo, e-mail, nuvem e inteligência artificial usando a infraestrutura das teles, mas não estão sujeitas às mesmas regras e obrigações que recaem sobre o setor de telecomunicações no Brasil.
SETOR SE COLOCA À DISPOSIÇÃO
Ao encerrar o comunicado, a Conexis reforçou que as teles seguem disponíveis para contribuir com o governo. “O setor, estratégico para o desenvolvimento econômico do País, deseja sucesso aos eleitos e se coloca à disposição para colaborar na formulação de políticas públicas, em especial nas áreas econômica e industrial, voltadas à construção de uma agenda de incentivo à economia digital”, concluiu a associação.












