A Sky e a Giga+, marca que passou a reunir as operações da antiga Alloha Fibra, estão negociando a fusão de seus negócios de internet e conteúdo audiovisual. As conversas envolvem a holding Waiken, controladora da Sky, e a gestora de investimentos EB Capital, dona da Giga+, segundo informações apuradas junto a três fontes de mercado. Procuradas, as empresas não fizeram comentários sobre o assunto.
As informações foram publicadas pela coluna Broadcast+, do Estadão. Se o acordo for confirmado, o novo grupo somaria cerca de 1,8 milhão de clientes e se tornaria o quarto maior do setor de banda larga no Brasil. A negociação ocorre em um momento em que as operadoras buscam ganho de escala para enfrentar a concorrência acirrada no mercado e o peso das dívidas, retomando planos de combinação de negócios que estavam congelados.
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SKY APOSTA EM BANDA LARGA E STREAMING
A Sky, que completou 30 anos no Brasil como sinônimo de TV por assinatura, passa por uma transformação profunda. A empresa virou a chave para se posicionar como provedora de banda larga fixa e lançou seu próprio serviço móvel, ampliando sua atuação para além da TV paga tradicional. Em paralelo, segue impulsionando a plataforma Sky+, que combina canais de TV por assinatura com serviços de streaming por meio de parcerias com Amazon Prime, HBO Max e Disney.

WAIKEN TAMBÉM CONTROLA A ZAAZ
A Waiken pertence ao grupo Werthein, com sede em Buenos Aires, na Argentina. No Brasil, a holding vem fazendo grandes investimentos para crescer e também é dona do provedor Zaaz, enquanto a Sky passou por um rebranding e planeja aquisições de fibra óptica. Somadas, Sky e Zaaz reúnem 508 mil clientes distribuídos pelo Nordeste e pelos estados de São Paulo, Paraná e Minas Gerais, de acordo com dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
GIGA+ NASCEU DE UMA SÉRIE DE AQUISIÇÕES
Do outro lado da mesa, a Giga+ é a marca institucional e comercial que, neste mês, passou a identificar todos os negócios da Alloha Fibra, empresa investida pela EB Capital. A operação foi construída a partir de mais de uma dezena de aquisições de provedores realizadas ao longo dos últimos anos e hoje soma 1,3 milhão de assinantes em 860 cidades espalhadas por 22 estados brasileiros.
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COMO FICARIA O RANKING DA BANDA LARGA
Uma eventual combinação de Giga+, Sky e Zaaz daria origem a um grupo com 1,8 milhão de clientes. Com esse volume, a nova empresa assumiria a quarta posição entre as maiores do país, ficando atrás apenas de três concorrentes de grande porte. A operação também consolidaria uma presença relevante em diversas regiões. Veja como ficaria a lista das maiores operadoras em número de clientes:
- Claro: 10,8 milhões
- Vivo: 8,5 milhões
- Nio (antiga Oi Fibra): 3,4 milhões
- Giga+, Sky e Zaaz: 1,8 milhão
CONCORRÊNCIA ACIRRADA PRESSIONA PROVEDORES
A disputa por clientes no segmento de banda larga está cada vez mais intensa, o que deixa pouco espaço para os provedores reajustarem os valores dos planos. Além disso, muitos consumidores trocam de provedor todos os anos, o que dificulta a fidelização. O endividamento de alguns grupos também se tornou um ponto de atenção, com gasto elevado do caixa para fazer frente ao pagamento de juros.
Nesse cenário, as fusões surgem como uma alternativa para que as empresas ampliem a base de clientes e o faturamento. Ao mesmo tempo, a combinação das operações permite diluir despesas com manutenção das redes, propaganda, equipamentos e investimentos, fator que ganha peso em um mercado com margem apertada e pouca liberdade para elevar os preços cobrados dos assinantes.
NOVO CICLO DE FUSÕES NO SETOR
O grande exemplo que abriu esse ciclo de consolidação foi a combinação dos negócios entre Vero e Americanet, em 2023. Depois de um longo período sem grandes transações, o setor voltou a registrar operações relevantes neste ano, como a compra da Desktop, maior provedor do estado de São Paulo, pela Claro. Se avançar, a fusão entre Sky e Giga+ pode abrir uma nova rodada de negócios no mercado.












