Uma pesquisa recente do InfoMoney detalhou uma realidade sentida por milhões de brasileiros: o aumento contínuo nos preços dos serviços de streaming.
Na abordagem, os especialistas em finanças do site analisaram, ano a ano, os acréscimos nos valores de assinaturas em plataformas como Netflix, Disney+, Prime Video e outros.
Nesse cenário, há dois consensos: o primeiro é que reajustes nos preços são inevitáveis, e o segundo é de que quando somadas, duas ou mais assinaturas já pensam no orçamento familiar da maioria dos usuários.
A evolução no preço dos streamings no Brasil
O primeiro serviço de streaming apareceu “quando tudo era mato”: a Netflix, justamente a maior plataforma em números de usuários.
Em meados de 2011, quando estreou, o “tudum” custava acessíveis R$ 14,90 mensais. Mas já na virada daquele ano o serviço chegou a R$ 16,90 e aí não parou mais de subir.
Quando o Globoplay foi lançado, em 2014, a Netflix já custava R$ 22,90, enquanto o estreante brasileiro saía por R$ 12,90. Nessa época, a vantagem do streaming do “N” vermelho era o catálogo, bem mais recheado que o do serviço da Globo. E como tudo que é bom dura pouco, logo o Globoplay também começou a aumentar de preço, indo para R$ 15,90.
Em 2015, chegou mais um concorrente, e esse de peso: o Prime Video, por R$ 14,90. Inclusive, vale a menção de que, entre todos, o streaming da Amazon é o mais em conta até hoje.
A partir de 2018, quando Netflix e Globoplay, até então seus únicos concorrentes no Brasil, tinham assinaturas que custavam R$ 32,90, o Prime Video escolheu o caminho inverso, oferecendo o acesso a R$ 9,90.
No ano seguinte, surgiu o Disney+, com a proposta de reunir apenas conteúdos do estúdio do Mickey Mouse. O valor? R$ 27,90 por mês. E o Prime Video lá, custando menos de R$ 10.
Por fim, em 2020 foi lançado o HBO Max, pelos mesmos R$ 27,90 para oferecer filmes premiados da Warner Bros. e conteúdos do universa da DC Comics, entre outros.
Hoje em dia, praticamente todos os serviços custam mais de R$ 30,00, com excessão do Prime Video. Para se ter uma ideia, se um usuário contratar todas as assinaturas citadas nessa matéria fica com uma despesa de R$ 206,50 mensais.
Na tabela abaixo, veja um comparativo de preço de lançamento para preço atual dos principais streamings:
| Serviço de streaming | Preço no lançamento | Preço atual | Aumento (%) |
| Netflix | R$ 14,90 | R$ 44,90 | + 201,3% |
| Globoplay | R$ 12,90 | R$ 39,90 | + 209,3% |
| Prime Video | R$ 14,90 | R$ 29,90 | + 100,7% |
| HBO Max | R$ 27,90 | R$ 44,90 | + 60,9% |
| Disney+ | R$ 27,90 | R$ 46,90 | + 68,1% |
Como já havíamos mencionado, o Prime Video desponta como o streaming mais acessível de todos. Apesar disso, em termos percentuais, aquele que teve o menor aumento foi o HBO Max.
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As consequências dos aumentos e restrições
Ninguém gosta de aumentos de preço, não é? E com os usuários de streaming no Brasil, não é diferente.
Ao longo dos anos, muitos serviços, em especial a Netflix, enfrentaram crises de “debandada” de usuários devido à insatisfação com os reajustes que se somava à chegada de novos concorrentes.
Aliado a isso, ultimamente medidas de restrição de login por dispositivo também acenderam a ira de muitos clientes, aumentando a adesão a serviços clandestinos que são um verdadeiro “terror” para as plataformas regulares.
Medidas para contenção de danos
Para conter os problemas, todos os serviços, novamente a exemplo da Netflix, têm lançado planos mais flexíveis, usando a inserção de anúncios e a limitação de qualidade de imagem para baratear os custos.
A Netflix, por exemplo, tem um plano com anúncios que custa R$ 20,90, o que é três vezes mais barato que o seu plano mais caro, de R$ 59,90. O plano usado como exemplo pelo InfoMoney é o intermediário e mais popular da plataforma.
* Com informações do InfoMoney












