A Oracle, big tech norte-americana especializada no tratamento de dados em larga escala e serviço de nuvem, anunciou a demissão de milhares de funcionários no início da última terça-feira (31).
De acordo com informações da rede CNBC, uma das maiores dos Estados Unidos, os profissionais receberam o e-mail de demissão logo pela manhã, antes de iniciar o dia de trabalho.
Ainda não foi possível precisar o número de pessoas demitidas. A maioria dos veículos de mídia norte-americanos dizem apenas que “milhares de pessoas” teriam sido dispensadas.
Por outro lado, a rede BBC fala em 10 mil demitidos. Já a agência de notícias Reuters confirma a demissão de 491 pessoas que trabalhavam em home office.
Áreas afetadas e motivo das demissões
Também conforme a mídia internacional, a maioria das demissões feitas pela Oracle foi nas áreas de engenharia e arquitetura de hardware. Outras áreas técnicas também foram afetadas.
Ao que parece, a empresa está investindo pesado na adoção de IA agêntica para determinados processos repetitivos que antes eram realizados por humanos.
Nos e-mails demissionais recebidos pelos agora ex-funcionários da big tech, o lema era “redução significativa da força de trabalho”, neste caso, humana.
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Os novos rumos da Oracle
Atualmente a Oracle está empenhada em desenvolver soluções de IA para seus serviços de nuvem. Bem como, a gigante tem prospectado clientes no mercado de nuvem para LLMs. Inclusive, acordos celebrados com a OpenAI, a dona do ChatGPT, viraram notícia recentemente.
Apenas em 2026, as ações da companhia já caíram cerca de 26% (no acumulado) nas bolsas norte-americanas. Mesmo assim, a empresa está envolvida no projeto Stargate, que prevê o aumento do número e capacidade de data centers em território norte-americano.
As temidas ondas de demissão das big techs
Não é de hoje que as grandes empresas de tecnologia vêm demitindo funcionários em massa. Amazon e Meta, por exemplo, dispensaram dezenas de milhares de agentes humanos nos últimos anos.
O motivo declarado é sempre o mesmo: redução de força de trabalho humano para contenção de despesas. Porém, a operação dessas companhias tem escalado, junto com os lucros, ao passo que as demissões acontecem.
Segundo analistas de mercado, as big techs viram na troca de mão de obra humana por automatização baseada em inteligência artificial a oportunidade perfeita para reduzir custos (incluindo aqueles oriundos de pleitos judiciais), acelerar processos e mitigar eventuais falhas humanas.
A pergunta que fica é: até que ponto essa tendência global vai afetar a economia e a sociedade como um todo? Isso, só o futuro dirá.












