
A Telefónica, controladora da Vivo, concluiu a venda de suas operações na Colômbia para a Millicom por US$ 214 milhões, resultando em uma redução de aproximadamente 1,55 bilhão de euros (cerca de R$ 9,3 bilhões) na dívida líquida do grupo. A transação foi fechada no final da semana passada, após aprovação regulatória obtida em novembro, como parte da estratégia da empresa espanhola de concentrar investimentos em quatro mercados principais.
O negócio envolve a transferência de 67,5% das ações da Telecomunicaciones da Colômbia, conhecida como Coltel, que opera sob a marca Movistar no país. Com a conclusão da venda, a dívida financeira líquida da Telefónica, que estava em 28,2 bilhões de euros no final de setembro, passa por um alívio significativo.
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Impacto financeiro da operação
| Indicador | Valor |
|---|---|
| Valor da venda | US$ 214 milhões |
| Redução da dívida | €1,55 bilhão (R$ 9,3 bi) |
| Dívida líquida anterior | €28,2 bilhões |
| Participação vendida | 67,5% da Coltel |
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Consolidação do mercado colombiano
A Millicom planeja adquirir também os 32,5% restantes da operadora colombiana, atualmente nas mãos do governo local, em uma transação prevista para abril. A empresa já possui a Tigo UNE no mercado colombiano e, com a aquisição da Movistar, consolidará a segunda e terceira maiores operadoras móveis do país, criando um competidor mais robusto para enfrentar a líder de mercado Claro, controlada pela America Movil.
Do ponto de vista regulatório, a fusão entre Tigo UNE e Movistar na Colômbia recebeu sinal verde da Superintendência de Indústria e Comércio (SIC) com algumas condições para mitigar riscos à concorrência. Entre as exigências estão taxas razoáveis de acesso à rede para operadoras virtuais (MVNOs). A Comissão de Regulação de Comunicações da Colômbia reconheceu que, apesar de criar um duopólio móvel no país, a união pode gerar eficiências benéficas aos usuários finais.
Participação de mercado na Colômbia
Segundo dados oficiais do final de 2024:
- Claro (America Movil): 51,7% do mercado
- Tigo UNE + Movistar: 38,4% combinadas
- Wom: menos de 10%
As autoridades entenderam que, separadamente, nenhuma das duas empresas teria capacidade de rivalizar efetivamente com a dominância da Claro. A quarta operadora do mercado, Wom, possui menos de 10% de participação e enfrenta problemas jurídicos relacionados ao uso de sua marca.
Estratégia de saída da Hispano-América
A operação na Colômbia faz parte do plano estratégico da Telefónica de sair gradualmente de mercados da Hispano-América para focar em territórios considerados prioritários. O Brasil, através da Vivo, é um dos quatro mercados centrais da estratégia global da empresa espanhola, ao lado de Espanha, Reino Unido e Alemanha.
Recentemente, a companhia também concluiu a venda de suas operações no Chile para um consórcio formado pela Millicom e pelo bilionário francês Xavier Niel. No entanto, a situação geopolítica na Venezuela tem travado os planos de desinvestimento da empresa espanhola naquele país.












