Imagem: Minha Operadora/Reprodução

De olho na fibra óptica, TIM investe R$ 950 mi para retomar a I-Systems

Goodanderson Gomes
3 min de leitura
Imagem: Minha Operadora/Reprodução

A TIM anunciou a recompra do controle da I-Systems ao adquirir os 51% que pertenciam à IHS por R$ 950 milhões. Com a operação, a companhia volta a deter 100% da empresa de rede neutra criada a partir de ativos de fibra segregados em 2021. 

A transação, que ocorre em paralelo à divulgação de resultados de 2025, ainda depende de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

A I-Systems nasceu no contexto de reorganização dos ativos fixos da TIM, quando parte da infraestrutura de fibra foi estruturada sob o modelo de rede neutra, com foco na oferta de capacidade no atacado. 

Desde então, a empresa expandiu sua presença e hoje soma cerca de 9 milhões de domicílios cobertos, os chamados homes passed, em estados como São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Goiás, Paraná, Bahia, Pernambuco e Amazonas.

Com a recompra, a TIM reassume o controle integral da operação. Em comunicado ao mercado, a operadora informou que a decisão faz parte de um reposicionamento estratégico voltado à rentabilidade e à geração de caixa, além de permitir maior flexibilidade para eventuais movimentos futuros no segmento de FTTH (fibra até a casa do cliente).

Movimento ocorre em meio a revisões no modelo de rede neutra

O anúncio ocorre em um momento em que o modelo de rede neutra passa por reavaliações no setor. Nos últimos anos, grandes operadoras separaram ativos de fibra com o objetivo de atrair investimentos e compartilhar infraestrutura. A recompra por parte da TIM sinaliza uma possível revisão dessa estratégia, ao menos no formato adotado anteriormente.

A consolidação do controle pode oferecer à operadora maior autonomia na definição de planos de expansão, estrutura comercial e gestão operacional da rede. 

Ao mesmo tempo, a transação deverá ser analisada pelas autoridades regulatórias sob a ótica concorrencial e de impactos no mercado de atacado.

Impactos e próximos passos

Caso seja aprovada por Cade e Anatel, a operação reforçará a presença direta da TIM no segmento de fibra óptica, ampliando o controle sobre um ativo estratégico em um mercado cada vez mais competitivo. A empresa não detalhou o cronograma estimado para a conclusão do negócio.

O movimento também pode influenciar a dinâmica entre operadoras e provedores regionais, que utilizam redes neutras para ampliar cobertura e reduzir custos de infraestrutura. Especialistas avaliam que decisões como essa tendem a redefinir o papel das redes compartilhadas no país.

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