
A Vivo e a Sabesp, concessionária de saneamento básico e abastecimento do estado de São Paulo, anunciaram a implantação de 4,4 milhões de hidrômetros inteligentes nas cidades de São Paulo e São José dos Campos.
O projeto, estimado em R$ 3,8 bilhões, prevê a substituição gradual dos equipamentos convencionais por dispositivos conectados à rede móvel, permitindo leitura remota, acompanhamento detalhado do consumo e detecção de vazamentos. A meta é concluir a implementação até 2029 na capital e até o final desse ano em São José dos Campos.
A iniciativa insere o saneamento básico na agenda de transformação digital que já impacta outros setores da infraestrutura urbana. Com os novos medidores, a Sabesp passará a receber dados automaticamente, eliminando a necessidade de leitura presencial e reduzindo falhas operacionais associadas ao processo manual.
Monitoramento em tempo quase real e alertas ao consumidor
Os hidrômetros conectados permitirão ao usuário acompanhar o consumo de água hora a hora por meio de aplicativo, com atualização baseada nos dados do dia anterior. O sistema também enviará notificações em caso de variações fora do padrão, utilizando canais como aplicativo, WhatsApp e e-mail.
Segundo a Sabesp, a medição mais precisa pode alterar o valor da conta em alguns casos. A orientação é que o consumidor procure os canais oficiais de atendimento caso identifique diferenças após a troca do equipamento. A companhia afirma que a substituição não terá custo para o cliente.
Outro recurso previsto é o alerta antifurto, que identifica tentativas de violação do hidrômetro. Além disso, a implantação inclui mecanismos de macromedição ao longo da rede, permitindo à empresa detectar perdas não visíveis e agir de forma mais rápida na manutenção.
Papel da Vivo na infraestrutura de conectividade
A Vivo será responsável por fornecer a conectividade IoT e integrar os dispositivos aos sistemas de gestão e análise de dados. A operadora destaca que a iniciativa representa um dos maiores projetos de Internet das Coisas voltados à medição de água no mundo, integrando rede móvel e plataformas digitais para dar suporte à operação da Sabesp.
Executivos das duas companhias afirmam que a digitalização tende a ampliar a transparência no consumo e contribuir para a redução de perdas hídricas, tema que ganha relevância em um cenário de chuvas abaixo da média histórica e pressão sobre os reservatórios.
Cronograma e orientações à população
Como citamos no início dessa matéria, em São José dos Campos, a previsão é atingir 100% dos imóveis com medição digital ainda em 2026. Na capital paulista, a implantação será escalonada até 2029.
A Sabesp informa que os moradores serão comunicados previamente sobre a substituição e que as equipes estarão identificadas com uniforme e crachá.
A expectativa das empresas é que o projeto consolide um novo padrão de gestão no saneamento, combinando conectividade, análise de dados e monitoramento contínuo.
Para o setor de telecomunicações, a parceria reforça o avanço das aplicações de IoT em serviços públicos de grande escala.












