18/06/2024

OpenRAN no Brasil atinge 1 Gbps em transferência de dados com 5G desagregado

Taxa média de transferência de dados foi obtida em teste ligando a Praia Vermelha (Rio de Janeiro) ao laboratório do CPQD (Campinas).

O OpenRAN no Brasil, um programa conduzido em parceria entre a RNP (Rede Nacional de Ensino e Pesquisa) e o CPQD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações), atingiu um marco importante em uma experimento de interconexão entre dois testbeds implantados no Rio de Janeiro e em Campinas.

Em teste realizado no início de maio, que demonstrou o funcionamento do sistema 5G, de forma desagregada, utilizando na interconexão um link de 10 Gbps com latência de 10 milissegundos, foi alcançada a taxa média de transferência de dados de 1 Gbps.

“O sistema 5G desagregado funcionou com sucesso no teste, atingindo taxas de transferência de dados em torno de 1 Gbps e uma latência média de 18 milissegundos, fim a fim, com jitter (variação no tempo de chegada dos dados) não superior a 5 milissegundos”, afirma Eduardo Melão, pesquisador em Conectividade do CPQD.

O core (núcleo) 5G e a Unidade Centralizada (CU) foram executados no testbed do Rio de Janeiro, localizado na RNP. Já a Unidade Distribuída (DU) e a Unidade de Rádio (RU) foram operadas no testbed de Campinas, instalado no CPQD.

De acordo com o pesquisador, nos testes anteriores, as taxas de transferência de dados também ficaram em torno de 1 Gbps com todos os elementos da rede 5G na mesma localidade – Rio de Janeiro ou Campinas. “Isso significa que a desagregação do sistema não teve um impacto significativo no desempenho, apesar da latência adicional de 10 milissegundos introduzida pelo link de interconexão dos testbeds. Esse avanço reforça o potencial das soluções desagregadas em redes 5G, trazendo flexibilidade e inovação para ambientes de pesquisa e desenvolvimento“, disse Melão.

Os testbeds são laboratórios especializados que replicam as condições reais de operação das redes de telecomunicações, e está disponível para outros interessados em realizar experimentos envolvendo pesquisa, educação e inovação em redes 5G e OpenRAN.

Na plataforma, os pesquisadores e desenvolvedores poderão testar e validar diferentes componentes e funcionalidades em um ambiente seguro, sem afetar as operações das redes comerciais, segundo a RNP. Aqueles interessados em usar a plataforma, podem se inscrever pelo formulário disponível no link. As propostas serão avaliadas por um comitê de especialistas.

O programa OpenRAN@Brasil foi criado pelo Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), com o objetivo de acelerar o desenvolvimento do ecossistema de redes de acesso de rádio abertas e desagregadas a partir de pesquisa, inovação e capacitação em tecnologias e aplicações em 5G no Brasil.

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