22/05/2024

Claro busca soluções para expandir serviço de internet banda larga

Além de iniciar projetos pilotos com redes neutras, a operadora também tem conversado com ISPs, mas os preços são empecilhos.

De acordo com o presidente da Claro Brasil, José Félix, a operadora iniciou projetos pilotos com redes neutras da V.Tal e da ATC (American Tower). Ele explica que, no momento, há testes de migração com os sistemas de TI (tecnologia da informação) e de engenharia sendo realizados com as duas empresas.

Fazer negócios com redes neutras de outros prestadores de serviço é uma oportunidade para a Claro chegar a localidades onde ainda não se faz presente, mas o executivo afirma que os preços cobrado pelas empresas está muito caro. ”Não sei se as demais operadoras estão fechando contratos com condições melhores do que estão oferecendo para nós, mas, hoje, o grande problema são os preços muito altos que oferecem para a gente usar a rede deles”, disse.

Embora esteja buscando alternativas para o seu serviço de banda larga, o executivo se diz entusiasmado com a atuação da operadora e os bons resultados que estão surgindo. Há dois anos, a Claro parou de investir na tecnologia de HFC (Hybrid Fiber Coax, ou rede híbrida de fibra óptica e cabos coaxiais), e passou a fazer o upgrade para a tecnologia DOCSIS (Data Over Cable Service Interface Specification) e passou a investir em GPON (Gigabit-capable Passive Optical Network).

”Nós somos líderes em banda larga fixa, mas precisávamos enfrentar a questão. Hoje, estamos entregando 1 Gbps de velocidade em todas as cidades brasileiras onde estamos presentes”, afirma Felix.

O preço também foi determinante para a rejuvenescimento do serviço, pois ele explica que a tecnologia HFC ficou mais cara do que a GPON. Assim, a Claro passou a só fazer investimentos para aumentar a capacidade da rede ou ampliar presença em mais cidades com a tecnologia de fibra, sem o “C” coaxial.

Para expandir e ganhar mais mercado, a operadora também tem buscando iniciativas para tornar seu serviço mais atrativo para o consumidor. Por exemplo, oferecer pacotes combinados com telefonia móvel e oferta de produtos para levar mais qualidade para o cliente, como o WiFi Mesh.

”Percebemos que as pessoas reclamavam da velocidade da banda larga, mas na verdade era o aparelho de WiFi que não aguentava mais. Passamos, então, a ofertar o WiFi Mesh, que amplia em muito a internet dentro de casa”, completou.

Félix diz que são medidas que além de refletir na receita da Claro, reflete também na fidelização do cliente e queda do churn (ou rotatividade do cliente. ”O churn médio do mercado é de 3%. O nosso já está bem menor”.

A questão financeira também tem segurado a operadora em relação a compra de operações de ISPs. José Félix conta que já conversou com diferentes empresas do mercado, mas as negociações acabaram ficando estagnadas por causa do valores. Segundo o presidente, a Claro continua aberta a analisar as diferentes propostas de venda de operadores regionais.

Outros setores como o Móvel, segundo o executivo está voltando a normalidade, após um grande incremento no número de viagens dos brasileiros, ávidos por novos ares, no pos-covid. Enquanto que o segmento de TV por assinatura, ainda mantém uma queda mensal. Já o de streaming, não apresenta problemas.

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