28/02/2024

RPN seleciona 12 empresas que irão gerir fibra óptica na Amazônia

Selecionadas irão operar, manter e explorar comercialmente a infraestrutura de fibra óptica (backbone) pelo leito dos rios Amazônicos.

Nesta quinta-feira (15), a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RPN) divulgou as 12 empresas que irão compor o Consórcio Aberto do Operador Neutro (ON) da Infovia 01 do Programa Norte Conectado, do Ministério das Comunicações (MCom), que irão operar, manter e explorar comercialmente, por 15 anos (prazo renovável), a infraestrutura de fibra óptica (backbone) pelo leito dos rios Amazônicos.

As 12 empresas foram: Telefônica, TIM, Claro, V.tal, Aquamar, ClickIP/ICOM Telecom, SEA Telecom, BR Fibra, Mobwire/DB3, Ozônio Telecom, PPLINK e Você Telecom. Além disso, há duas empresas qualificadas para integrar o consórcio em caso de desistências de algumas das selecionadas. São elas: Easytech e Manaós, nessa ordem.

A infraestrutura de fibra óptica liga Santarém (PA) a Manaus (AM), passando pelos municípios de Óbidos, Juriti, Oriximiná e Terra Santa, no Pará, Parintins, Urucurituba, Itacoatiara e Autazes, no Amazonas. São, ao todo, 1.100 quilômetros de extensão.

Diretor de Projetos de Infraestruturas do Ministério das Comunicações, Marcus Arrais, explica que a Infovia 01 deve ser entregue em janeiro de 2023.

“As empresas têm até três meses para formar o Consórcio Aberto e assinar os Termos de Cessão para iniciar a operação. A Infovia 01 está sendo implantada e deve ser entregue até o final de janeiro. A nossa expectativa é que até março a infraestrutura já esteja à disposição das empresas para explorarem o serviço”.

Cada uma das consorciadas terão um par de fibra óptica, que suportam até 40 canais ópticos, cada um com capacidade de pelo menos 100 gigabits por segundo (Gbps), disponível para explorar comercialmente, o que poderá ser feito seja por meio da venda de pacotes a usuários finais ou compartilhando a infraestrutura com outras operadoras e provedores.

Caberá às empresas instalar as próprias redes nas cidades, além de melhorar os serviços de telecomunicações prestados diretamente aos brasileiros, a infraestrutura de rede de alta velocidade também viabiliza redes metropolitanas que levam conexão a instituições de ensino e pesquisa, hospitais, Unidades Básicas de Saúde e unidades do Poder Judiciário.

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