13/06/2024

Valor final da venda da V.tal da Oi para o BTG sofre ajuste bilionário

Segundo a empresa, embora seja um valor consideravelmente alto, o ajuste não terá impacto no caixa, já que era algo previsto na negociação.

Por meio de Fato Relevante, a Oi (OiBR3) comunicou ao mercado na noite desta-feira (14), que houve ajuste no valor final da venda da V.tal, a unidade de fibra óptica da empresa, para o BTG Pactual para R$ 1,4 bilhão para o período entre 1º de janeiro de 2022 e 9 de junho de 2022, não apresentando, dessa forma, variações materiais em relação ao estimado.

Embora seja um valor bilionário, a empresa informa que o ajuste não causará impacto no caixa da Oi, uma vez que já estava previsto na negociação e na posição de caixa no balanço financeiro do segundo trimestre.

“A posição de caixa da Oi divulgada ao mercado no âmbito da apresentação de suas informações trimestrais relativas ao 2º trimestre de 2022 já refletia, em sua maior parte, o ajuste Lock-box, de modo que o aporte da diferença entre o valor estimado e o valor apurado não terá impactos materiais futuros no caixa da companhia em relação aos valores já divulgados”, diz o comunicado.

O documento ainda diz que, caso haja necessidade, poderá revisar as informações e demonstrativos de cálculos apresentados pela V.tal na notificação do ajuste nos próximos 90 dias, contando a partir da data presente. Nesse mesmo prazo, informar a empresa de fibra óptica se concorda ou discorda do ajuste lock-box.

O BTG e a Globenet, companhia de cabos submarinos administrada por fundos de private equity do banco de André Esteves, compraram 57,9% da V.tal, que ainda era chamada de Infração, em julho de 2021.

Na operação, as empresas desembolsaram R$ 9,7 bilhões para a aquisição das ações e capitalização de R$ 3,1 bilhões nos negócios em até 30 dias. Com 42,1% de participação, a Oi continuou como sócia minoritária da unidade.

A venda da V.tal faz parte dos compromissos assumidos pela Oi em seu processo de recuperação judicial, onde já vendeu diversos ativos, como a venda da unidade móvel de telefonia celular para o consórcio formado pela TIM (TIMS3), Vivo (VIVT3) e Claro.

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