19/06/2024

Público do streaming cresceu 14% entre 2021 e 2022, aponta pesquisa

A cada 10 TVs ligados no país, duas passam manhã, tarde e noite sintonizadas em plataformas como Netflix, HBO Max, Globoplay e Disney+.

Não é necessário muitos estudos para entender que o mercado de entretenimento e a forma como as pessoas consomem produções audiovisuais estão mudando. Nos últimos meses, temos presenciado a queda cada vez maior de assinaturas nas TVs por assinatura e o crescimento das plataformas de streaming, que explodiu no Brasil nos últimos cinco anos.

De acordo com dados obtidos pelo UOL sobre o ibope em território nacional, o serviço de streaming supera a TV paga, sendo que, em setembro, o consumo das plataformas chegou a ter o dobro da média, que foi essencial por quase duas décadas, nas 24 horas do dia: 20,4% contra 10,4%.

Isto quer dizer que a cada 10 televisores que estão ligados no país, duas passam, manhã, tarde e noite sintonizadas nas plataformas de streaming, como Netflix, HBO Max, Globoplay, Disney+, Amazon Prime, entre outros, o que é chamado de “share” pela Kantar Media. Em relação aos canais pagos, houve uma queda considerável, sendo que apenas um em cada dez televisores está sintonizado na TV por assinatura.

Ou seja, há o dobro de TVs ligadas para consumo de conteúdo em streaming ou vídeos na internet, no comparativo com a TV sintonizada em canais pagos. No entanto, Ricardo Feltrin em sua coluna no UOL ressalta que “isso não significa que são os mesmos aparelhos de TV que ficam ligados 24h; é uma média dentro do total de TVs ligadas”.

Entre setembro de 2021 e 2022, ocorreu um disparo de público do streaming no Brasil, apresentando um crescimento de 14%, enquanto que a TV por assinatura teve queda de 12%. Segundo os dados, o público dos serviços de streaming é hoje maior do que o público da Record, SBT, Band e RedeTV e todas as demais TVs abertas menores juntas.

Estamos diante de uma mudança bastante significativa, e parece que as plataformas ficarão em evidência por um bom tempo. Pelo menos até surgir uma nova forma de consumir o conteúdo televisivo.

ViaUOL
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