Sites de streaming piratas recebem mais de 37 milhões de visitas por mês

Dados foram revelados pelo diretor da Associação Brasileira de Televisão por Assinatura, Jonas Couto, durante evento nesta segunda-feira, 18.

De acordo com a Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA), os sites de streaming piratas populares do Brasil somam 37 milhões de visitas e os usuários das principais plataformas de IPTV paga são quase 400 mil no Brasil. Os dados foram divulgados por Jonas Couto, diretor da ABTA, durante sua participação na Live Tele.síntese que foi realizada nesta segunda-feira (18).

Durante o evento, o executivo falou sobre o complexo cenário da pirataria audiovisual, falando dos riscos quanto à violação da segurança cibernética e proteção de dados dos usuários.

“A pirataria audiovisual tem que deixar de ser romantizada. Estamos falando de muito mais males do que benefícios. Do ponto de vista de ordenamento social, nós nunca teremos uma sociedade organizada se continuarmos compactuando que esse é um caminho positivo”, afirmou Couto.

Conforme explica o diretor, a ABTA, que monitora e denuncia os responsáveis, têm trabalhado em uma estratégia público-privada de monitoramento. Fazendo o uso de serviços regulamentados de parametrização de robôs, a associação consegue ajudar na identificação de usuários que propagam conteúdo de forma irregular, e assim levar o caso para as autoridades.

Segundo ele, houve mais de 120 alvos denunciados nos últimos três anos, com inquéritos abertos em operações que foram realizadas pelo Ministério Público, Secretaria de Operações Integradas (Seopi) do Ministério da Justiça e da Polícia Civil de São Paulo.

“É um processo de amadurecimento que estamos vivenciando, a ponto de, neste ano, conseguirmos uma ordem judicial dinâmica. Ou seja, não preciso mais voltar ao juiz para pedir pra ele me autorizar um novo bloqueio de um novo DNS se for daquele mesmo alvo, porque ele já legitima”, conta Couto.

Ele explica que uma das formas do usuário identificar se está usando um serviço pirata é observar o funcionamento, uma vez que a transmissão é afetada quando há fiscalização, e por consequência, a desativação do conteúdo.

“O que acontece na prática, quando você desativa: aquele assinante que em uma pirâmide invertida está municiando uma série de operações piratas, se você apaga, todas as operações piratas acima vão ser impactadas negativamente. Esse é um jeito do assinante descobrir que ele está diante de um meio pirata e ilegal para assistir a conteúdos audiovisuais”, afirma Couto.

Entretanto, Couto afirma que o melhor combate a tais práticas é extinguindo a oferta, que é responsabilidade dos órgãos competentes. “Sendo bem transparente, ninguém tem dúvida de que todos os usuários amam os conteúdos e querem acessar. Se eu evito que a oferta ilegal esteja na prateleira, é muito provável que essa demanda migrará para as ofertas legais”, finaliza.

Cleane Lima
Cleane Lima
Jornalista, Comunicóloga, Repórter e Redatora há mais de 3 anos, com experiência na produção e revisão de conteúdo para internet. Adora escrever sobre qualquer assunto. "Palavras são, na minha humilde opinião, nossa inesgotável fonte de magia". Alvo Dumbledore. E-mail para contato: [email protected]
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