Siga Antenado começa distribuição de parabólicas em São Paulo

Nesta semana, inscritos no CadÚnico residentes na cidade de São Paulo, capital paulista, podem solicitar o kit pelo Siga Antenado.

Após começar a distribuição das novas antenas parabólicas em Brasília, no Distrito Federal, e em Belo Horizonte, capital mineira, a Siga Antenado, entidade criada por determinação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), iniciou nesta terça-feira (12) o agendamento para instalação do kit gratuito destinado às famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) e participam de programas sociais do governo federal, como o Auxílio Brasil, por exemplo.

No total, mais de 27 mil kits — que incluem a antena parabólica digital e os equipamentos de instalação — serão distribuídos sem custo nas próximas semanas para os moradores da cidade de São Paulo. A iniciativa da Entidade Administrativa da Faixa (EAF) faz parte dos esforços para acelerar a implementação do 5G no Brasil.

Conforme explica a Anatel, a substituição das parabólicas convencionais pelas digitais ocorre pois a frequência de 3,5 GHz precisa ser “esvaziada” para que a quinta geração de redes móveis possa operar sem interferência, mudança que está sendo supervisionada pelo Grupo de Acompanhamento da Implantação das Soluções para os Problemas de Interferência na faixa de 3.625 a 3.700 MHz (Gaispi).

Assim que a migração for totalmente concluída, televisores de todo o país passarão a operar na chamada Banda Ku, espectro que começou a ser usado pelas emissoras para transmissão do sinal gratuito da TV aberta, com recepção por meio de antenas parabólicas na Banca C de satélites. 

Quem precisa trocar a antena?

Conforme explicado acima, a requisição do kit deve ser feita por moradores da cidade de São Paulo que ainda utilizam em suas residências antenas parabólicas convencionais para recebimento do sinal de TV via satélite.

No caso das antenas digitais (popularmente conhecidas como “espinho de peixe”) ou TV por assinatura, não é preciso efetuar nenhuma alteração na infraestrutura de captação do sinal, visto que a frequência recebida pelo equipamento é digital em vez de analógica.

Embora a prioridade seja limpar a Banda C o mais rápido possível, essa troca também proporciona benefícios aos telespectadores, garantindo uma melhor qualidade de som e imagem se comparado com a parabólica tradicional.

ViaCBN
Lucas Ribeiro
Lucas Ribeiro
Jornalista há quatro anos, trabalho com revisão de textos e elaboração de pautas sobre telefonia móvel/telecomunicações no geral. Como lema, compartilho a ideia de Álvaro Borba, que diz: “Não importa o que eu acho, importa o que eu sei, e o que sei são os fatos”.
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