25/02/2024

TIM Itália vende fatia da empresa de infraestrutura para a Inwit

Operação ainda depende da aprovação do órgão antitruste italiano, assim como do governo e da Central Tower (Vodafone).

O grupo TIM Italia, dona da TIM Brasil, anunciou a venda de quase toda a sua fatia na empresa de infraestrutura passiva para redes móveis Inwit. Avaliado em 1,3 bilhão de euros, (cerca de R# 6,61 bilhões), o acordo foi selado com o fundo Ardina, que irá deter cerca de 40% das ações da Daphne 3, holding que detém 30,2% da Inwit, resultando assim na detenção de 90% da holding pelo fundo.

A empresa Central Towers, da Vofadone, e o fundo Canson Capital Partners, são os outros sócios da Inwit, onde detém 33,2% e 3% das ações, respectivamente. O restante dos papéis são negociados de forma livre no mercado financeiro italiano. De acordo com TIM Italia, a operação foi estruturada para que a Inwit não precise emitir ações ou assegurar direito de preferência aos atuais acionistas.

A transação ainda precisa receber o sinal verde do órgão antitruste da Itália, assim como da aprovação do governo que tem uma golden share na TIM, além de poder opinar sobre negócios do grupo. Além disso, também depende da aprovação da Central Tower (Vodafone), outro sócio majoritário da Inwit.

Essa é mais uma das ações que faz parte da estratégia de desinvestimentos elaborada por Pietro Labriola, CEO do Grupo TIM, onde prevê a venda de ativos não estratégicos. Também haverá divisão estrutural da operadora, com uma unidade dedicada a serviços residenciais e corporativos, que vai incluir a subsidiária brasileira, e uma unidade de infraestrutura.

O objetivo é levantar a operadora, que há mais de um década tem enfrentado dificuldades, sendo que em 2021 registrou um prejuízo de mais de 8 bilhões de euros. A empresa teve a opção de compra por parte do fundo norte-americano KKR, que desistiu após a divulgação dos resultados financeiros e da recusa da TIM em liberar detalhes de suas contas e patrocínio para um due diligence.

O Grupo italiano TIM ainda tem a proposta do fundo CVC para aporte na futura unidade de serviços empresariais, e planos de fusão da empresa Fibercop com a rival Open Fiber, a partir de aporto do banco estatal CDP.

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