Compra da Oi Móvel ainda pode ter ‘reviravoltas’

Algar Telecom segue com tentativas para anular a negociação realizada pelo consórcio formado por TIM, Vivo e Claro; entenda o desenrolar.

Logotipos das operadoras Algar Telecom, TIM, Vivo, Claro e Oi com ilustração de fundo.
Imagem: Ilustração Pixabay

O destino da Oi (OIBR3 / OIBR4) parece muito bem traçado, com toda a repartição das unidades para venda. Mas, uma ‘reviravolta’ ainda pode nos aguardar com surpresas das grandes.

Como já é de conhecimento público, a Algar Telecom, que tinha interesse na aquisição, não ficou satisfeita com a união entre TIM, Claro e Vivo para arrematar a operadora.

A tele mineira segue com tentativas de provar que o negócio não está dentro da ‘legalidade’.

Tanto é que enviou manifestações ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), que ainda não aprovou a compra.

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Para a companhia, o negócio foi firmado sem anuência prévia da autarquia no caso de empresas sujeitas a regulação. É uma prática na qual chamam de “gun jumping”.

Mas, a Algar Telecom manifestou sua preocupação com outros tipos de problema.

Um deles é a alta concentração de mercado nas mãos das três operadoras, que se tornarão ainda mais ‘dominantes’ no mercado de telefonia móvel.

Afinal, todas poderão aumentar consideravelmente o número de frequências que possuem.

A negociação também é motivo para questionamento. Na ocasião, TIM, Claro e Vivo ofereceram um lance inatingível.

As três uniram forças e tornaram praticamente impossível a participação de empresas que tinham a intenção de disputar a Oi Móvel.

Entre as interessadas podemos citar a Algar Telecom e Highline do Brasil.

O risco de uma ‘reviravolta’ em todo o processo mora justamente na questão do ‘gun jumping’.

Em 2019, a Red Hat e a IBM precisaram pagar uma multa de R$ 57 milhões por terem feito uma ‘fusão’ antes do aval do Cade.

Será que as quatro terão que enfrentar esse imbróglio?

Até mesmo os consumidores seguem preocupados com a possível ‘concentração’ de mercado após a compra da Oi Móvel.

Afinal, serão ainda menos players no mercado e opções reduzidas para os brasileiros.

Com informações de Tele.Síntese

About Anderson Guimarães
Jornalista com seis anos de experiência em produção de conteúdo digital. Passagens por eventos nacionais, mídias sociais e agências de publicidade. Apaixonado por tecnologia e cultura pop.
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