Argentina suspende novas regras do WhatsApp por seis meses

Hemerson Brandão
3 min de leitura

No Brasil, Facebook concordou em não bloquear usuários nos próximos 90 dias.

Argentina suspende novas regras do WhatsApp por seis meses

Nesta segunda-feira, 17 de maio, o Argentina ordenou a suspensão da atualização da política de privacidade do WhatsApp pelo prazo de 180 dias.

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A medida poderá ser suspensa antes disso, caso o inquérito que investiga as novas condições impostas aos usuários do aplicativo seja concluído.

A ideia é apurar uma possível “conduta anticompetitiva de abuso de posição dominante”.

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Isso reforçaria a presença da rede social em outros mercados, como o da publicidade online, além de aumentar a barreira de entrada para outros concorrentes, monopolizando assim o mercado.

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A Comissão Nacional de Defesa da Concorrência (CNDC) também pretende investigar o uso excessivo pelo Facebook dos dados coletados de usuários do WhatsApp, com o pressuposto que eles são utilizados para fins comerciais.

Na Argentina, segundo o Ministério do Comércio Interno, o WhatsApp é utilizado em 76% dos celulares, um número inferior ao do que é visto no Brasil (98%).

Anunciado em janeiro deste ano, as novas regras incluíam o pedido de permissão dos usuários para que o Facebook começasse a coletar dados extras de usuários do famoso aplicativo de mensagens.

Aquele que não aceitar a nova política será inicialmente bloqueado no WhatsApp, e, após algumas semanas, o aplicativo deixará de funcionar, incluindo a perda de todos os dados armazenados.

Na época, diante da repercussão negativa, o Facebook decidiu adiar no Brasil a atualização das regras até o último sábado, dia 15 de maio.

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Entretanto, na véspera da data, a empresa de Mark Zuckerberg decidiu adiar mais uma vez a entrada em vigor da nova política de privacidade, por mais 90 dias.

A decisão é um atendimento a solicitações do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), do Ministério Público Federal (MPF), da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon).

Nesse meio tempo haverá uma investigação pelas autoridades brasileiras.

Com informações de Mobile Time e Tudo Celular.

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