Operadoras de telefonia móvel firmam parceria em prol da educação

Colaboração com governos estaduais permite que estudantes tenham acesso gratuito a conteúdos educativos.

Logomarca das principais operadoras de telefonia móvel do país.
Internet patrocinada é a saída para os estudantes privados de aulas presenciais durante a pandemia.

Alguns estados do país vêm tentando minimizar os impactos da educação durante a pandemia. Umas das soluções encontradas é a internet patrocinada, que já vem sendo adotada em lugares como Sergipe, Rio Grande do Sul, Brasília e São Paulo, por exemplo. 

O recurso funciona da seguinte maneira: as operadoras disponibilizam acesso à páginas e sites de forma gratuita, que podem ser acessados livremente por aplicativo ou navegador, sem consumir dados do plano dos usuários, que neste caso, são os alunos e professores.

Em Sergipe, por exemplo, existe uma parceria entre as operadoras de telefonia móvel Vivo, Claro e Oi com o Governo do Estado, que disponibilizam acesso aos estudantes para conteúdos exclusivamente educativos, por meio do aplicativo Estude em Casa, para alunos da rede estadual de ensino. Neste caso, a conta é paga pelo Estado de Sergipe, que anunciou a novidade na última semana. 

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Já no estado gaúcho, na capital do país e em São Paulo, o recurso já está disponível desde o ano passado. Cada um desses estados desenvolveu um aplicativo próprio. As ferramentas oferecem conteúdos didáticos como PDF, videoaulas, lives no Youtube, podcasts, entre outros. 

Ainda assim, nem tudo é perfeito. No estado sergipano, por exemplo, é preciso que o estudante esteja conectado à internet para que tenha acesso ao aplicativo e só depois é que os dados móveis deixam de ser cobrados do usuário. 

No entanto, algumas soluções alternativas estão sendo adotadas para os casos em que os estudantes não têm acesso à internet. Em Brasília, a escolha foi por um serviço de entrega e recolhimento de materiais impressos.

A estudante Raquel Lopes, que está no 3º ano do Colégio Estadual Professor Rollemberg de Leite, em Sergipe, disse que o recurso é benéfico para os estudantes porque nem todos têm acesso às aulas. “E com o aplicativo vai ficar melhor tanto para praticar as atividades quanto para poder estudar”.

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