InícioRegulaçãoAnatel divulga requisitos técnicos para uso do Wi-Fi 6E

Anatel divulga requisitos técnicos para uso do Wi-Fi 6E

Nova faixa promete Wi-Fi mais rápido e estável.

Mulher segurando um Smartphone com o símbolo do Wifi
Tecnologia ainda deve demorar a ser incorporada pela maioria dos dispositivos.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) publicou os requisitos técnicos para funcionamento de equipamentos de radiação restrita no espectro de 6 GHz. O texto foi publicado na última quinta-feira, 4, no Diário Oficial da União.

Aprovadas no final de fevereiro deste ano, as novas regras permitem que 1,2 GHz de frequência sejam utilizados para o Wi-Fi 6 Indoor, além de estipularem a potência dos pontos de acesso Indoor em 30 dBm e densidade espectral de 5 dBm/GHz.

Ainda de acordo com as novas regras, a utilização de equipamentos de baixíssima potência para situações outdoor, também passa a ser permitida. No entanto, a potência máxima fica limitada a 17 dBm, enquanto a densidade espectral deve ser de -5 dBm.

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Mas a Anatel ainda pretende realizar estudos com o objetivo de verificar se essas delimitações não interferem na utilização de outros equipamentos. Em relação aos dispositivos que se conectam à rede Wi-Fi, como notebooks, smartphones e tablets, não devem exceder a potência máxima de 24 dBm e densidade espectral de 11 dBm.

Ainda de acordo com os requisitos técnicos publicados pela Anatel, é necessário que os pontos de acesso Indoor e Subordinados tragam no corpo do produto, em lugar de fácil visibilidade, e em seu manual, a mensagem de que o uso desses equipamentos deve ficar restrito a ambientes fechados e proibidos em plataformas petrolíferas, carros, trens, embarcações, e no interior de aeronaves abaixo de 3.048 m (10.000 pés).

O que muda com a chegada do Wi-Fi 6E?

Pelo fato de adicionar uma terceira banda (6 GHz), quadruplicando a quantidade de ondas usadas para a conexão sem fio convencional, com o Wi-Fi 6E será possível fazer um maior número de conexões, com maior velocidade e menos interferências. Isso também vai fazer com que os usuários “disputem” menos as mesmas ondas de rádio.

Mas os brasileiros ainda terão que esperar um certo tempo até que a tecnologia seja incorporada pela maioria dos dispositivos, já que ela ainda é muito recente e, por isso, suportada por poucos aparelhos.

Com informações de Telesintese.

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