Huawei deve recorrer à Justiça para não ser banida no Brasil

Participação da chinesa no mercado de infraestrutura do país é acima de 40%; especialistas temem judicialização no leilão do 5G.

Imagem: Divulgação da Huawei no Instagram

A pressão dos Estados Unidos no Brasil pelo banimento da Huawei na infraestrutura do 5G pode acarretar em mais problemas do que o previsto.

Com a recente adesão do país ao programa “Clean Network”, tudo indica que a fabricante chinesa vai recorrer à justiça para não ser impedida de atuar em terras brasileiras.


A companhia já teria contratado um escritório em Brasília a fim de se preparar para um cenário de litígio.

O mesmo foi feito na Suécia, onde o leilão acabou suspenso após a Huawei obter uma liminar judicial para não ser vetada.

Por sinal, a chinesa deve obter apoio das operadoras brasileiras, que possuem equipamentos da marca em suas infraestruturas de telecomunicações.

Ao todo, a empresa está presente em mais de 40% do mercado de equipamentos para prover conexões móveis.

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Um banimento, além de acarretar prejuízos para as empresas de telefonia, deve também elevar os preços.

Pois além de arcar com os custos do leilão, com as frequências, prestadoras vão precisar adaptar e substituir os equipamentos da Huawei.

Alguns especialistas, inclusive, criticam o programa “Clean Network”. Maria Hosken, especialista em direito digital e privacidade do Nelson Wilians Advogados, destaca que a preocupação com segurança não deve ser apenas com os chineses.

Já Luca Belli, professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), alega que é legítimo proibir determinado provedor, mas apenas quando há evidências claras de riscos à segurança nacional.

Esse ainda não é o caso da Huawei. Há quem chame o programa dos Estados Unidos de puramente ideológico também, já que visa a liderança tecnológica do país.

Com informações de O Globo

About Anderson Guimarães
Jornalista com cinco anos de experiência em produção de conteúdo digital. Passagens por eventos nacionais, mídias sociais e agências de publicidade. Apaixonado por tecnologia e cultura pop.
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