Brasil adere a programa contra a atuação de chinesas no 5G

Iniciativa é mais um passo que indica um possível banimento da Huawei no fornecimento de equipamentos para a conectividade 5G.

Ilustração do 5G
Ilustração: Pixabay

O Brasil aderiu ao programa “Clean Network”, na tradução “Rede Limpa”, iniciativa dos Estados Unidos que limita o avanço de empresas chinesas no fornecimento da conectividade 5G.

Responsável pelo anúncio, Pedro Miguel da Costa e Silva, secretário de Negociações Bilaterais e Regionais nas Américas, destacou que o Brasil apoia os princípios que estão incluídos na proposta.


A ideia é promover um ambiente seguro, transparente e compatível com valores democráticos no 5G e em outras questões tecnológicas.

Foi uma adesão feita no âmbito da parceria trilateral feita entre Brasil, Japão e Estados Unidos para coordenar assuntos globais relacionados com a tecnologia.

Juntas, as três nações pretendem criar um grupo similar ao BRICS, formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

Sobre a entrada no “Clean Network”, Keith Krach, secretário para Crescimento Econômico, Energia e Meio Ambiente do Departamento de Estado dos EUA, ressaltou que o grande objetivo é promover segurança de rede.

VIU ISSO?

–> Banir Huawei no Brasil é difícil, diz Mourão

–> Operadoras querem Huawei nas redes 5G do Brasil

–> Reino Unido pretende acelerar retirada da Huawei de suas redes

São três países comprometidos com redes resilientes e confiáveis. Há quem acredite que seja mais um indício de que o Brasil deve banir a chinesa Huawei no fornecimento de equipamentos para a conectividade 5G.

Ao todo, já são 50 nações comprometidas com o “Clean Network”, ou seja, que se negaram a colocar infraestrutura de telecomunicações chinesa.

Muito além de ser uma evolução do 4G, a conectividade de quinta geração é primordial para o futuro, pois é vista como a nova “revolução industrial”. Afinal, é a conexão com poder para potencializar carros autônomos, cidades digitais e outros projetos onde a rede não pode estar comprometida.

São previsões que até justificam o alto interesse das nações pela liderança econômica e os princípios de segurança da conectividade.

Com informações de O Globo

About Anderson Guimarães
Jornalista com cinco anos de experiência em produção de conteúdo digital. Passagens por eventos nacionais, mídias sociais e agências de publicidade. Apaixonado por tecnologia e cultura pop.
Acompanhar esta matéria
Notificação de
1 Comentário
mais antigo
mais novo mais votado
Comentários embutidos
Exibir todos os comentários